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Tudo sobre Escoliose: lombar, cura, cirurgia, tratamento e exercícios

escoliose Quando falamos em escoliose, todo mundo já pensa em uma deformação grande da coluna, que deixa a pessoa torta. Bom, essa afirmação não está de todo errada, mas não é bem por ai não.

A escoliose nada mais é do que uma curvatura lateral da coluna, e por si só já é patológica, pois a coluna normal não deve ter curvaturas laterais, apenas anteriores e posteriores. Ou seja, se olharmos para a coluna de lado, nós podemos enxergar curvaturas para frente e para trás. No entanto, de frente, a coluna deve ser reta.

Enquanto é verdade que a escoliose pode sim ser mais grave e causar deformações na coluna, ela, como qualquer outra condição que afeta a coluna vertebral, pode aparecer em diferentes intensidades.

Enquanto uma pessoa pode ter algum grau de escoliose e ser totalmente assintomática, outras pessoas podem ter escolioses mais severas, que causam dor, desconforto e limitação de movimento, mesmo que visivelmente não sejam muito aparentes.

E existem sim aquelas escolioses que deformam a coluna inteira, algumas vezes inclusive impedindo o indivíduo de caminhar, embora, felizmente, a grande maioria das escolioses é leve.

Em casos mais avançados, a escoliose pode deformar tanto a caixa torácica que pode chegar a comprimir o pulmão, dificultando a respiração e levado a complicações ainda mais sérias.

Algumas doenças conhecidas podem causar escoliose, como paralisia cerebral e alguns tipos de distrofia muscular. No entanto, de uma forma geral, a causa da maioria das escolioses é desconhecida.

Pessoas com escoliose precisam ser avaliadas constantemente, para se ter certeza de que o desvio lateral da coluna não está crescendo, interferindo em outras funções, e virando um problema maior.

Na maioria dos casos, nenhum tratamento é necessário. Porém, em outros casos, o indivíduo precisa usar um colete para prevenir o aumento da curvatura, e, em casos mais graves, a cirurgia de correção pode ser indicada.

Quem sofre de escoliose?

A escoliose aparece na grande maioria das vezes durante a puberdade, ou logo antes dela, quando as crianças passam pelo período de estirão de crescimento. Pode ser vista em qualquer idade, mas é mais comum em crianças acima dos dez anos.

Essa condição e cerca de duas vezes mais comum em meninas do que em meninos.

Existe um fator hereditário para a doença, e pessoas com escoliose são mais propensas a ter filhos com escoliose. Apesar desse componente familiar, não existe correlação entre a gravidade da escoliose de uma geração para a outra.

Cerca de 3% das pessoas do mundo possuem escoliose, em algum grau de evolução, sendo que as crianças com menos de 15 anos compõe cerca de 85% desse grupo.

Pessoas que atingiram uma maturidade óssea na coluna possuem menos chances de adquirir escoliose, ou mesmo de apresentar uma piora grande do quadro.

A forma mais comum de escoliose, chamada de escoliose lateral idiopática, que gera poucas repercussões na funcionalidade do indivíduo, pouca dor nas costas, e alguma preocupação com estética, porém, não apresenta maiores prejuízos, ou aumento de mortalidade em relação à população não afetada, e não necessariamente irá progredir para estágios mais graves da doença.

Impacto da escoliose na sociedade

A escoliose impacta tanto financeiramente na vida das pessoas, para arcar com custos de tratamentos e modificações o estilo de vida necessárias para que o indivíduo vive de forma plena, quanto na qualidade de vida por si só.

Embora a maioria das pessoas com escoliose apresente um tipo leve da condição, com poucas repercussões, a escoliose pode, muitas vezes, causar complicações mais severas, como problemas respiratórios e cardíacos.

Isso porque, nas escolioses mais graves, a caixa torácica e as costelas podem pressionar os pulmões e o coração, tornando o ato de respirar mais difícil, e atrapalhando a função de bomba do coração.

Além disso, a escoliose severa está diretamente relacionada com a dor nas costas crônica, importante fator debilitante e de morbidade na população adulta.

Outro problema que impacta a sociedade tem relação com a estética, pois em casos mais graves a deformidade causada pela escoliose pode ter impactos psicológicos enormes, principalmente se ela aparece em adolescentes jovens, que estão em período de formação inclusive psicológica.

Esses impactos estão diretamente relacionados com a gravidade da doença, ou seja, quanto mais grave é o desvio, maiores são as consequências da escoliose na vida da pessoa.

As complicações respiratórias resultantes de escolioses mais severas aumentam ainda mais o impacto na qualidade de vida do indivíduo, interferindo na capacidade de realizar exercícios, de trabalhar, e de realizar tarefas comuns do dia a dia, reduzindo drasticamente a qualidade de vida.

Para se ter uma ideia dos gastos com a escoliose, vamos pegar como exemplo o sistema de saúde dos EUA, de onde temos dados coletados sobre a escoliose.

A média de custo hospitalar com a doença é de 30 a 60 mil dólares por paciente, por ano. O custo com coletes de fixação da coluna chega a cinco mil dólares em períodos onde a criança cresce rapidamente, por exemplo, quando eles precisam ser substituídos com mais frequência.

Sinais e sintomas da escoliose

escoliose O principal sinal da escoliose é o desvio lateral da coluna, que pode ser visualizado por qualquer um em um exame simples. No entanto, algumas vezes o desvio ainda não é visível para o olho que não é especializado, e existem alguns outros sinais e sintomas que podem denunciar a presença da escoliose, dentre eles:

·         Dor nas costas;

·         Dor no ombro, pescoço, ou glúteos;

·         Um ombro mais alto que o outro;

·         Uma escápula mais proeminente que a outra nas costas;

·         Cintura com curvaturas diferentes de um lado em relação ao outro do corpo;

·         Diferença na altura dos dois lados do quadril;

·         Constipação;

·         Limitação de mobilidade ou de funcionalidade devido à dor;

·         Cólicas menstruais acentuadas em meninas;

·         Lentificação da atividade de condução nervosa;

·         Em casos mais severos, problemas respiratórios e cardíacos;

·         Entre outros desvios posturais que podem ser avaliados por especialistas.

Na medida em que a condição progride, além da curvatura lateral da coluna, ela pode começar a realizar outros movimentos anormais nos segmentos afetados, como começar a rodar ou se torcer em torno do se eixo. Essas anormalidades irão gerar alterações na posição das costelas e em outras partes do corpo.

Caso você perceba qualquer um desses sinais em você, ou em alguém próximo, procure um médico para uma avaliação mais detalhada.

Importante lembrar que em casos iniciais a dor pode ainda ao estar presente,  e quando a curvatura ainda é pequena, pode não levar a repercussões maiores. Por isso é importante prestar atenção na criança e no seu posicionamento, para que se possa identificar a escoliose o mais rápido possível e iniciar o tratamento, prevenindo complicações e deformidades maiores.

Causas da escoliose

Até hoje não se sabe o que especificamente causa a escoliose, pelo menos o seu tipo mais comum, a escoliose lateral idiopática – a palavra idiopática significa sem causa definida. No entanto, a escoliose parece possuir alguns fatores hereditários e familiares, pois um indivíduo com escoliose possui uma chance aumentada de gerar filhos com escoliose.

Tipos menos comuns de escoliose, geralmente associados a casos mais graves da doença, podem ser causados por outras doenças de base. Esses tipos de escoliose são definidos como escoliose secundária.

Algumas das condições que podem levar ao aparecimento da escoliose incluem:

·         Doenças neuromusculares, como por exemplo, a paralisia cerebral, ou distrofias musculares, como a Distrofia Muscular de Duchenne;

·         Mal formações congênitas que afetam o desenvolvimento das vértebras, ou outras estruturas da coluna;

·         Infecções na coluna vertebral;

·         Lesões na coluna vertebral;

·         Doenças degenerativas;

·         Problemas funcionais, como por exemplo, dismetria, ou seja, diferença de tamanho, entre as pernas, causando a coluna vertebral, que não possuía nenhum problema, a assumir uma curvatura lateral;

·         Tumores na coluna;

·         Problemas hormonais e no metabolismo;

·         Entre outras.

Fatores de risco para escoliose

Apesar de não possuir causa definida, a escoliose possui alguns fatores de risco, ou seja, algumas características que predispõe o indivíduo a desenvolver escoliose em seu tipo mais comum.

São eles:

·         Idade: como já explicamos acima, a escoliose é mais comum em adolescentes jovens e pré-púberes, justamente pelo estirão de crescimento que acontece nessa fase, e que pode levar a deformidades da coluna;

·         Sexo: as meninas são duas vezes mais afetadas que os meninos. Além disso, as meninas possuem uma chance maior de desenvolver casos mais graves e debilitantes de escoliose do que os meninos;

·         História familiar: a escoliose tem uma tendência de ser passa em gerações, ou seja, pais com escoliose tem mais chance de ter filhos com escoliose;

Diagnóstico da escoliose

O diagnostico da escoliose se inicia no consultório médico. O médico que faz o diagnóstico e trata desse tipo de condição é o ortopedista.

A consulta com o ortopedista começa como uma consulta qualquer. O médico fará perguntas a respeito da condição geral de saúde do paciente, sobre o histórico de doenças, sobre a família… A ideia aqui é coletar o máximo de informações possíveis para saber qual o tipo de escoliose, se ela é idiopática ou secundária a alguma outra condição, ou mesmo para pensar em diagnósticos diferenciais para a doença.

Após essa entrevista inicial, chamada de anamnese, o médico irá realizar o exame físico. Esse exame tem por objetivo identificar de forma inicial os sinais e sintomas descritos anteriormente nesse texto.

Dentre os testes comuns para o diagnóstico da escoliose estão: a inclinação do tronco para frente com os braços pendentes, avaliação do padrão de marcha, ou seja, padrão de caminhada da pessoa, uma avaliação de força muscular, um exame neurológico que procura por alterações de condução de impulsos nervosos, como alterações de sensibilidade e reflexos anormais.

O teste padrão para o diagnóstico da escoliose, de forma quantitativa, ou seja, através de medida direta, é a medida do ângulo de Cobb. O ângulo de Cobb é o ângulo formado entreT as duas linhas que se formam perpendicularmente ao platô superior da vértebra mais superior acometida, e ao platô inferior da vértebra mais inferior acometida.

Caso o indivíduo possua mais de uma curva, mais de um ângulo de Cobb é medido. Um instrumento muito usado para medir ângulos na escoliose é o escoliômetro, que pode ajudar o médico a atingir medidas mais precisas.

Após o exame, o médico pode excluir a hipótese diagnóstica da escoliose, ou pedir exames complementares para confirmar o diagnóstico. Os exames complementares que auxiliar no diagnóstico, e esclarecem em relação à melhor forma de tratamento da escoliose, são o que chamamos de exames de imagem.

Dentre os exames de imagem mais comumente solicitados para a avaliação de escoliose estão:

·         Raio-X: o raio-X é o exame mais comum para a confirmação do diagnóstico da escoliose, e definição do plano de tratamento. O Raio-X é um exame fácil de ser realizado, rápido, e barato. Ele fornece uma fotografia dos nossos ossos, e permite a avaliação precisa da localização da escoliose, bem como da sua gravidade.

·         Ressonância Magnética (RM): a ressonância magnética pode ser solicitada na avaliação da escoliose quando se desconfia que a causa da escoliose seja devido à outra estrutura que não a coluna, como por exemplo, quando há a suspeita de que a causa da escoliose seja um tumor;

·         Tomografia Computadorizada (TC): a TC também é um exame mais preciso e detalhado que o raio-X, pedido quando existe acometimento de outras estruturas ao redor da coluna, além dos osso em si, e para acompanhar o desenvolvimento da escoliose.

Tratamento da escoliose

O tratamento da escoliose pode variar muito de paciente para paciente, e de acordo com a apresentação da doença.

Alguns fatores a serem levados em consideração para a instituição do tratamento são a causa da escoliose, a localização da escoliose na coluna vertebral, o tamanho da curva, a gravidade da condição, e ainda, se o paciente está ou não na fase de crescimento e desenvolvimento.

Outros fatores que também tem papel importante na definição do tratamento da escoliose são sexo e o padrão da curva da escoliose. Isso porque, como comentado anteriormente, as meninas são duas vezes mais acometidas que os meninos, e por isso, existe uma maior probabilidade de casos mais graves em meninas, uma vez que esse grupo tende a sofrer de formas mais severas de escoliose

Em relação ao padrão da curva, aqui entram as curvas duplas, ou ainda as curvas em S, onde a coluna se desvia para um lado e depois para o lado oposto, formando o desenho de um S mesmo quando se olha o indivíduo de costas. Esse tipo de curva tende a evoluir para quadros mais graves, ao contrário da curva simples, ou em formato de C.

Além disso, como já comentamos, a maioria dos pacientes possui a escoliose idiopática, e para esse tipo de escoliose, poucas pessoas precisarão de tratamento específico além de acompanhamento e orientações.

Para indivíduos com escoliose assintomática ou sintomas leves, apenas consultas periódicas com o ortopedista são necessárias, de quatro em quatro ou seis e seis meses, para acompanhar o desenvolvimento da curva, e perceber precocemente o surgimento de qualquer sintoma maior, de complicações, ou de aumento da escoliose, fatores que podem necessitar de um tratamento mais específico.

Tratamento clinico

A primeira linha de tratamento, quando a escoliose é descoberta e tratada em suas fases iniciais, sempre se consiste no tratamento clínico, ou seja, não cirúrgico. O tratamento menos invasivo é sempre tentado primeiro, pois gera menos impactos na vida da pessoa, e tem menor custo.

Na frente do tratamento clínico estão as mudanças no estilo de vida e o uso de medicamentos. Dentre as mudanças no estilo de vida para tratar a escoliose e impedir sua progressão estão:

·         Exercícios e fisioterapia: os exercícios, de uma forma geral, e dependendo do caso da doença, não são capazes de impedir completamente a progressão da escoliose. Mas eles podem sim melhorar a saúde como um todo, e reduzir a dor. Além disso, se a causa da escoliose for mecânica, ou seja, devido à má postura ou mau uso da musculatura das costas, um programa de exercícios pode contribuir para a modificação da causa da escoliose, e para sua cura.

·         Terapias alternativas: dentre as terapias alternativas, ou seja, não incluídas nos tratamentos da medicina tradicional, estão a quiropraxia, que consiste na manipulação dos ossos da coluna de modo a promover um alinhamento melhor e relaxamento muscular; a estimulação elétrica transcutânea (TENS), que promove analgesia e relaxamento muscular; a massoterapia, ou massagem e manipulação manual de tecidos moles ao redor da coluna; a acupuntura, entre outras.

·         Suplementação da dieta: como forma de auxiliar na recuperação do paciente e tratar o seuestado geral de saúde, suplementos podem ser recomendados, tanto para fortalecimento dos ossos, para impedir que o desvio da cura gere fraturas ou por pontos de estresse alterados, quanto para fortalecimento muscular, auxiliando no controle postural na coluna.

·         Uso de analgésicos: os analgésicos que possuímos em casa podem ser úteis no tratamento da escoliose, quando esse está associada a dor lombar. Além deles, relaxantes musculares podem ser associados ao tratamento, quando a dor na coluna é resultado de espasmos musculares causados pelo mal alinhamento.

·         Tratamento psicológico: em alguns casos, um acompanhamento psicológico pode ser necessário como adjuvante no tratamento da escoliose. Isso porque a escoliose pode ser uma condição que gera deformidades estéticas, especialmente impactantes na fase onde ela é mais prevalente, ou seja, em adolescentes. Junto com a escoliose, acabam por surgir outros problemas, como raiva, insegurança, medo, e baixa auto-estima. Esses problemas podem inclusive impactar mais na vida do adolescente do que a própria escoliose, e precisam ser tratados para a manutenção da qualidade de vida.

·         Uso de um colchão adequado: como as pessoas passam boa parte do dia dormindo, é fundamental que durante esse período a coluna esteja bem posicionada. Por isso, o uso de um colchão adequado, que muitas vezes pode ser até um colchão especial prescrito pelo médico, é importante para manter a pessoa livre de dor, ou mesmo retardar a progressão da curva da escoliose.

·         Adaptação do local de trabalho e/ou estudo: a postura ao longo do dia interfere na evolução da escoliose, e na sintomatologia. Pessoas que assumem posturas inadequadas ao longo do dia têm uma probabilidade maior de sentirem dos e desconforto, e de que essa dor atrapalhe nas suas atividades diárias. Por isso, é importante procurar um profissional que possa te orientar em relação às melhores posturas para serem mantidas ao longo do dia.

Importante lembrar que todos os tratamentos mencionados acima devem ser cuidadosamente discutidos com o médico que acompanha o paciente, e podem ser vistos e revistos quantas vezes forem necessárias, uma vez que nenhum tratamento é uma receita de bolo, que resolve todos os casos de todos os pacientes.

Além disso, os tratamentos acima ajudam a deixar o paciente livre de sintomas, bem como podem retardar ou mesmo impedir a progressão da escoliose, em alguns casos. No entanto, se a curvatura já se consolidou, a cura para a escoliose é a penas a cirurgia, e nenhum outro tratamento consegue fazer com que a coluna volte ao seu estado “original”.

Caso a curvatura ainda esteja maleável, ela pode ser “moldada”, e pode retornar à sua posição inicial. Mesmo com curvaturas consolidadas, existem casos de tratamentos tão bem sucedidos que as pessoas podem passar a vida livre de dor e de sintomas, e nunca precisou realizar uma cirurgia de correção, mesmo com desvio presente.

Uso de coletes

escolioseAlém desses tratamentos, uma opção para crianças que ainda estão em desenvolvimento é o uso de coletes. Os coletes não curam a escoliose, nem revertem a curva que já foi estabelecida, mas eles impedem a progressão da curva, e que esta gera impactos maiores na vida da criança.

O tipo mais comum de colete recomendado para a correção da escoliose é o colete de plástico, que se molda no corpo do paciente de acordo com a curvatura, para promover o maior conforto possível, permitindo que o colete seja usado por mais tempo.

O colete pode ser usado por baixo do roupa, e se for bem feito e com as medidas adequadas, quase não aparece, passando despercebido e permitindo que o adolescente tenha uma vida normal, mesmo com seu uso.

A maioria dos coletes é indicada para uso diurno e noturno, e os pacientes devem usá-los pelo maior tempo que tolerarem. Quando mais tempo o colete for usado, maior é a sua efetividade. No entanto, se o paciente realize alguma atividade que dificulte o uso do colete, como a natação, por exemplo, o colete pode ser tirado para a prática.

O efeito do colete depende principalmente na habilidade do paciente e da família em seguir as orientações e realizar o uso correto do dispositivo. O seu uso pode gerar algum desconforto, principalmente no início, mas ele melhora com o tempo, e quanto mais tempo o paciente uso, mais adaptado ele fica ao colete, e menos desconforto é sentido.

O uso do colete é suspenso quando os osso parar de crescer, ou seja, quando não existe a possibilidade de a curva aumentar mais e gerar maiores complicações.

Os coletes também podem ser recomendados para adultos com osso já consolidados para prevenção de dor. Outra indicação do colete é para casos mais severos onde o paciente já está aguardando a cirurgia, mas depende de outros fatores para realizar o procedimento. Nesse caso, o colete é indicado como ponte para a cirurgia, ou seja, para impedir a piora da condição até que o paciente possa realizar a cirurgia.

Cirurgia

As escolioses mais graves geralmente progridem com o tempo. Quando a condição chega em um nível que os outros tratamentos tentados já não surtem efeito no controle dos sintomas, e as conseqüências da doença já são graves o suficiente para atrapalhar a realização das tarefas do dia a dia do paciente, a cirurgia corretora pode ser indicado.

A cirurgia é indicada, portento, para a redução da curva, e para impedir que ela progrida ainda mais.

A cirurgia para correção da escoliose é considerada último recurso terapêutico por diversos motivos, dentre eles o fato de que toda cirurgia pode gerar complicações, e possui riscos. Dentre as possíveis complicações da cirurgia de correção de escoliose estão: sangramentos, infecção, dor, lesão em algum nervo, ou, mais raramente, a cirurgia pode não funcionar por alguma falha de cicatrização, e um novo procedimento pode ser necessário.

Além disso, a cirurgia gera outras consequências, como imobilidade de um segmento da coluna, que pode levar a dor em outras regiões do corpo que não era sobrecarregadas antes da cirurgia, à novos desequilíbrios osteomioarticulares, e a outros problemas que não existiam antes.

De qualquer forma, após a cirurgia, o paciente deve continuar com o tratamento conservador, ou seja, as mudanças no estilo de vida e os exercícios são fundamentais para a manutenção da curvatura, para impedir que a escoliose retorne, e para reduzir a dor e melhor a funcionalidade do indivíduo após a cirurgia.

O tipo de cirurgia mais comum no tratamento da escoliose é a fusão vertebral. Nesse procedimento, duas ou mais vértebras são fundidas, impedindo que haja movimento entre elas. Essa fusão, ou fixação, das vértebras, é feita com pinos de ferro e parafusos, fazendo com que o segmento da coluna operado fique totalmente fixo. Esses materiais não precisam ser retirados após a cirurgia.

Existem diferentes técnicas para a realização dessa cirurgia, pois cada cirurgião prefere e tem mais experiência com determinado tipo de correção. Geralmente, é feita uma incisão ao longo do segmento da coluna a ser tratado, e só.

A cirurgia pode ainda ser indicada para casos específicos de escoliose, quando, por exemplo, o desvio da coluna é causado por um tumor, e a retira desse tumor é necessária para o tratamento do quadro.

A cicatrização e a recuperação da cirurgia variam muito de paciente para paciente. Medicações para controle da dor são necessários nos primeiros dias, devido ao procedimento em si. O acompanhamento com um fisioterapeuta nesse estágio inicial é fundamental, pois o paciente precisa trabalhar a musculatura na nova posição, voltar a andar e recuperar a funcionalidade o quanto antes.

A fisioterapia, ou um programa de exercícios estruturado, com foco no fortalecimento muscular, será necessário por um bom tempo, usualmente pelo menos pelos seis primeiros meses após a cirurgia, que é o tempo, em média, que o paciente demora para se recuperar completamente do procedimento.

Após esses seis meses, é necessária a manutenção da atividade física para que o que foi ganho durante a fase inicial de recuperação não se perca, e para que novos problemas não surjam no futuro.

Mesmo após o tratamento cirúrgico, outras medidas podem ainda se fazer necessárias, como o acompanhamento psicológico, e o que mais for necessário para que o indivíduo permaneça livre de sintomas, e com a condição bem controlada.

Prognóstico da Escoliose

Quanto mais precocemente a escoliose for descoberta, mais eficaz é o tratamento. Além disso, quando o desvio da coluna é descoberto em suas fases iniciais, a chance de o tratamento conservador ser efetivo é muito maior, e apenas o uso das terapias tradicionais ou de coletes podem ser suficientes para o controle dos sintomas e para impedir a progressão da doença. O diagnóstico precoce reduz, ainda, a necessidade da cirurgia, reduzindo também os riscos que vem junto com o procedimento.

O prognóstico para a maioria das escolioses é benigno, com uma boa evolução da doença simplesmente com o tratamento conservador. Isso porque, como já mencionamos, a maioria dos casos de escoliose possui uma apresentação mais branda.

Portanto, pessoas com escoliose podem ter uma vida absolutamente normal, e podem trabalhar, viajar, praticar esportes… Mulheres com escoliose podem engravidar sem problemas, com apenas um risco aumentado de dor nas costas durante a gestação.

Com o desenvolvimento tecnológico da medicina, técnicas cada vez menos invasivas vêm sendo utilizadas para a realização das cirurgias de correção de escoliose. Portanto, o prognóstico relacionado à cirurgia de correção também vem melhorando bastante.

Ainda assim, existem riscos para a realização da cirurgia de correção da escoliose, como em toda a cirurgia. Devido à isso, é de fundamental importância que o médico explique detalhadamente para o paciente como a cirurgia será realizada, como será a recuperação, e quais são os potenciais riscos envolvidos no procedimento.

Desfechos menos favoráveis da escoliose tem relação à escolioses mais graves que não são tratadas adequadamente. Nesses casos, o desvio da coluna pode ser grave a ponto de limitar o indivíduo em suas atividades, ou mesmo impedi-lo de andar. Em casos ainda mais raros e mais graves, a escoliose pode levar à morte por deformidades tão grandes da coluna que comprimem o pulmão e impedem que a pessoa respire. Esses casos de escoliose estão usualmente relacionados a distrofias musculares e doenças degenerativas congênitas.

Pode-se considerar como regra geral a frase: quanto pior a curva, pior o prognóstico da escoliose. De uma forma geral, a escoliose não reduz a expectativa de vida e não aumenta a mortalidade do indivíduo de forma significativa.

Se o paciente já tratado abandona o tratamento ou não segue as orientações, pode voltar a ter uma escoliose ou voltar a apresentar sintomas, mesmo após uma cirurgia.

O mais importante é que o prognóstico e a evolução da escoliose irão depender do paciente, pois cada caso é um caso. Logo, uma conversa franca com o médico e com os profissionais de saúde que acompanham o paciente é o primeiro passo para um melhor entendimento e otimização do tratamento da escoliose.

A escoliose tem cura? Existe prevenção para a escoliose?

escoliose Não existe cura para a escoliose quando a curvatura já está consolidada. Mas existem excelentes opções de tratamento, como mencionado acima.

Apesar de ser passível de tratamento, como a maioria das escolioses são idiopáticas ,ou seja, sem causa definida, a cura na é possível pois não se sabe a causa específica do problema.

Esse é um tema que vem gerando intenso debate na comunidade médica, e pesquisas têm sido realizadas com o intuito de descobrir as causas da escoliose, para então, quem sabe, descobrir uma cura efetiva para a condição.

Da mesma forma, como a causa da escoliose não é conhecida, não existe uma prevenção específica para a condição. Apesar disso, acredita-se que algumas atividades específicas sejam capazes de prevenir a escoliose, como a manutenção de uma prática regular de atividade física, e exercícios de fortalecimento da coluna. Por outro lado, exercícios que promovam rotação da coluna, ou inclinação lateral excessiva, como yoga, ou ginástica artística, por exemplo, podem piorar a escoliose, ou favorecer o seu aparecimento.

O mais importante é que o paciente siga o tratamento corretamente, pois, de uma forma geral, a escoliose possui uma boa evolução. Além disso, ao notar qualquer sinal de alteração na curvatura da coluna, é fundamental que o indivíduo procure imediatamente um médico, para iniciar o tratamento necessário o mais rápido possível.