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Pós-tratamento para a coluna

A coluna vertebral é composta por uma série de estruturas que dependem de perfeita harmonia para garantir sua correta funcionalidade. Mas, ao mesmo tempo em que a região é forte e complexa, ela está bastante suscetível a diversos fatores responsáveis por danos à sua estrutura. Em alguns casos, os danos são reversíveis, mas em outros necessitam de uma atenção maior, podendo resultar em prejuízos irreparáveis.

A coluna vertebral está dividida em quatros regiões: Cervical, Torácica, Lombar e Sacro-Coccígea. As mais, comumente, afetadas são as regiões lombar e cervical.

 

Principais funções da coluna vertebral

 

coluna-vertebral-pós-tratamento1 – Atua no suporte do peso do corpo, fornecendo um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça;

2 – Colabora essencialmente na postura correta do indivíduo e nas funções de locomoção;

3 – Ajuda na proteção da medula espinhal e dos nervos espinhais;

4 – A mobilidade característica da coluna (podendo fletir-se para frente, para trás e para os lados e ainda girar sobre seu eixo maior) proporciona extrema flexibilidade para o corpo;

5 – Serve de ponto de fixação para as costelas, a cintura pélvica e os músculos do dorso.

 

Estabilidade Vertebral

 

A estabilidade da coluna decorre de três sistemas: passivo (vértebras, discos intervertebrais, articulações e ligamentos), ativo (músculos e tendões) e neural (sistema nervoso central e sistema nervoso periférico, que deve ativar os músculos corretos no tempo certo durante o movimento). A disfunção de qualquer um desses sistemas pode exigir mecanismos compensatórios ou de adaptação para manter a performance e prevenir lesões ou, em contrapartida, levar a déficits na performance e/ou lesão do tecido da coluna vertebral.

A diminuição na capacidade de estabilizar os sistemas da coluna para manter as zonas neutras dentro de limites fisiológicos é chamada de instabilidade vertebral. A instabilidade vertebral pode ser causada por degeneração discal, pós-operatório de fusão vertebral, pós-operatório de retirada do disco intervertebral ou descompressão extensiva e história de trauma ou dor lombar recorrente. A degeneração do disco intervertebral faz com que este perca a capacidade de se manter hidratado (comparado a discos normais) e, quando há descarga de peso, eles perdem altura e fluido mais rapidamente; assim, tendem a abaular.

A diminuição da altura também pode afetar outras estruturas. Ela reduz as forças tensionais no ligamento amarelo e pode causar remodelação e espessamento. Com a consequente perda de elasticidade, o ligamento tende a abaular para dentro do canal vertebral, gerando uma estenose do canal vertebral – um problema crescente entre os idosos. Esta diminuição da altura discal faz também com que as facetas articulares se desloquem, alterando seu alinhamento normal. O deslizamento normal das facetas articulares gera carga excessiva sobre estas articulações induzindo ao crescimento de osteófitos (bicos de papagaio).

Pelos fatores já citados, acredita-se que a instabilidade vertebral é um possível mecanismo causador da dor lombar e ciatalgia (dor ciática). Pessoas com dor lombar podem apresentar diminuição na amplitude de movimento durante a flexão e extensão do tronco ou não, mas sabe-se que os portadores de dor apresentam um padrão de movimento diferente. Este padrão alterado pode ser atribuído a alterações nas respostas musculares durante posturas dinâmicas. O tratamento para as instabilidades da coluna vertebral é baseado em exercícios específicos que atuem diretamente no alívio da dor por meio do aumento da estabilidade do segmento vertebral.

 

Cinco Fatores de Risco para a Coluna

 

coluna-vertebral-pós-tratamentoA dor nas costas já é considerada uma das maiores queixas nos consultórios médicos. Em muitos casos, essa dor chega a limitar a qualidade de vida do paciente, comprometendo desde as atividades simples do dia a dia até as suas funções laborais.

O acometimento pela dor nas costas pode estar relacionado a doenças graves na coluna e a dor também pode vim acompanhada por outros sintomas, dependendo do quadro do paciente e do diagnóstico do problema. Há outros casos, porém, que a dor nas costas é mais leve, surgindo e desaparecendo espontaneamente, o que pode acontecer quando se realiza um esforço maior levantando algo pesado, por exemplo.

Todavia, a dor nas costas pode ter muitas causas diferentes e nunca pode ser ignorada ou automedicada. Listamos, a seguir, cinco grandes fatores de risco para o seu surgimento. Acompanhe:

1 – O sedentarismo: você não costuma praticar exercícios físicos com regularidade? Saiba que o nível de condicionamento físico influencia bastante na ocorrência de dor nas costas. Pessoas que não se exercitam com frequência, adotando comportamentos mais sedentários em suas rotinas, estão bem mais suscetíveis às dores nas costas. Isso acontece porque a ausência de atividades que fortaleçam os músculos de sustentação da coluna implica em menor resistência aos impactos ou sobrecarga, por exemplo, que a coluna sofre comumente. Daí a importância de incluir no dia a dia a prática de uma atividade física que contribua para o fortalecimento da coluna vertebral.

2 – O envelhecimento: não tem como fugir. É mais natural que com o envelhecimento a dor nas costas seja mais recorrente. Mas isso não significa dizer que precisamos nos entregar à dor com o avanço da idade. O hábito de cuidar bem da coluna desde a juventude, com exercícios de fortalecimento da musculatura de sustentação da região e com a adoção de uma postura correta em todas as atividades do dia a dia, ajuda bastante na condição do paciente na velhice.

3 – O tabagismo: estudos comprovam que o hábito de fumar eleva o desenvolvimento de dor nas costas, principalmente em pessoas que sofreram alguma lesão na região e ainda prejudica a boa recuperação de pacientes que passaram por cirurgias na coluna.

4 – A má alimentação: uma dieta bem selecionada é fundamental na busca por um bom condicionamento físico, juntamente com a prática regular de exercícios. A falta de uma alimentação saudável contribui para o sobrepeso, o que tende a submeter a coluna a um maior índice de estresse e, consequentemente, às dores na região.

5 – A má postura: os cuidados com a postura não remetem somente à estética, a boa postura é imprescindível para evitar a dor nas costas. Se você não se posiciona corretamente nas atividades simples do dia a dia, no trabalho, ao sentar e ao deitar, por exemplo, mais cedo ou mais tarde a sua coluna será bastante afetada pelo mau hábito.

Veja como o Pilates pode beneficiar em diferentes quadros de patologias que acometem a coluna vertebral:

– Escoliose:

Algumas pessoas são mais suscetíveis ao encurvamento da coluna. Durante a puberdade, por exemplo, a taxa de crescimento do corpo é mais rápida, aumentando o risco de progressão da curva. E nessa faixa etária a prevalência da escoliose é mais em meninas do que em meninos. No caso de crianças e adolescentes, muitas vezes a escoliose não tem sintomas visíveis e isso perdura até que a curva progrida significativamente.

Veja os sinais físicos que, normalmente, podem evidenciar uma escoliose: a cintura pode parecer desigual; os ombros ou os quadris se mostram assimétricos; um lado da caixa torácica ou uma perna pode parecer menor que a outra; o corpo se inclina mais para um lado.

O tratamento, normalmente, depende de alguns fatores, como causa, tamanho e localização da curva, idade do paciente e grau de evolução da deformidade. Na maior parte dos casos, a escoliose idiopática adolescente é leve e o tratamento pode ser dispensado.  Mas a curvatura pode se agravar. Inicialmente, o paciente é submetido a uma minuciosa avaliação funcional, radiológica e estética, para que depois seja traçada uma linha de tratamento adequada.

Os benefícios da prática do Pilates ao paciente com escoliose são variados, mas o conhecimento prévio de algumas características da patologia é indispensável para a orientação do paciente aos exercícios corretos. Daí a necessidade de uma avaliação minuciosa do paciente.

Através de um programa de exercícios bem direcionado, o Pilates oferece alongamento, fortalecimento e equilíbrio corporal, o que auxilia na promoção de um melhor alinhamento vertebral. Como o método também ajuda no ganho de mais flexibilidade, tensões musculares e compressões discais acabam sendo reduzidas, aliviando o problema e impedindo o agravamento do mesmo.

Durante a prática do Pilates, o profissional acompanhante deve supervisionar atentamente a execução dos exercícios para não haver sobrecarga ou dor ao paciente.

– Hérnia de disco:

A hérnia de disco é a saída do líquido pulposo através de uma fissura do seu anel fibroso. A extrusão do núcleo pulposo pode provocar uma compressão nas raízes nervosas correspondentes à hérnia de disco ou à protrusão. Esta compressão poderá causar os mais diversos sintomas.

No Pilates conseguimos um treinamento muscular mais específico em aulas personalizadas. Trabalhamos com a estabilização da coluna, que é o fortalecimento dos músculos profundos, responsáveis por manter as vértebras e seus componentes articulares na posição correta. Dessa forma, os exercícios ajudam a evitar de maneira efetiva diferentes problemas na coluna, como a hérnia de disco e a dor ciática.

– Hiperlordose e Hipercifose:

Se você não adota uma postura correta no dia a dia, quer seja em casa, no trabalho, no lazer ou durante a prática de atividades como dirigir é bem provável que o mau hábito seja responsável pelo surgimento de desvios anormais na coluna: acentuando as curvas (normais) já existentes, gerando a hiperlordose ou a hipercifose, por exemplo ou tornando as curvaturas pouco evidenciadas, neste caso a coluna é reta).

Os desvios posturais, por sua vez, podem levar ao uso incorreto de outras articulações, como ombros, braços, quadris, joelhos e pés. Isso ocorre porque diante do desequilíbrio postural o corpo buscará, naturalmente, compensações a fim de manter o indivíduo em equilíbrio (o que, normalmente, também pode causar enrijecimento e encurtamento dos músculos). Além disso, os desvios posturais poderão acarretar, com o passar do tempo, pressão entre as vértebras, gerando as famosas dores nas costas.

O Pilates pode ser considerado uma técnica de reeducação do movimento que enfatiza o reequilíbrio muscula sempre preservando a segurança e efetividade dos movimentos (todos os exercícios são realizados com uma atenção cuidadosa à postura). RESULTADOS: O Pilates corrige a postura, alivia dores, evita a progressão dos desvios posturais e previne lesões.

 

Pilates no pós tratamento para a coluna

 

coluna-vertebral-pós-tratamentoO destaque do Pilates no pós tratamento para a coluna se deve ao trabalho de fortalecimento de uma musculatura que é essencial para a proteção da coluna, composta por músculos estabilizadores. São eles: o transverso do abdômen e o multífido lombar.

As sessões de Pilates funcionam assim: as primeiras aulas são voltadas para o aprendizado da contração correta destes músculos estabilizadores. Este treino pode ser realizado seguindo as etapas do modelo de exercícios de estabilização segmentar vertebral, desenvolvido por Richardson, Hodges e Hides. E que é dividido em três estágios:

– Cognitivo: o paciente é educado quanto à anatomia, função, importância e forma de contração correta destas musculaturas. O treino geralmente é iniciado na posição deitada, mas deverá progredir para as posições sentada, em pé e em quatro apoios. O fisioterapeuta ensina ao paciente a localização dos músculos, ao realizar a palpação deles colocando os dedos indicador e médio na região inferior do abdômen, e a contraí-los levando sutilmente o umbigo para dentro até sentir uma leve tensão sob os dedos.

– Associativo: o objetivo é manter a contração destes músculos ao mesmo tempo em que são realizados movimentos dos membros com o tronco apoiado; ou seja, a musculatura global passa a ser solicitada associada a local. Nesta fase, inicia-se o treino de atividades do dia a dia, como sentar e levantar corretamente, mantendo uma boa postura.

– Automático: tem como objetivo permitir a realização de exercícios que proporcionem desafios e gestos esportivos, sendo realizados com cuidado para assegurar que não haja compensação. Nestes últimos estágios, também é realizado o trabalho de fortalecimento dos músculos estabilizadores da pélvis (glúteos). Pois o alinhamento desta região influencia na distribuição de cargas na coluna lombar. Além disso, é feita a reeducação de atividades da vida diária do indivíduo, desde movimentos simples, como sentar e levantar.

É fundamental que a escolha dos exercícios seja criteriosa para cada paciente. Para isso, o profissional que vai receber o paciente com dor no estúdio de Pilates deve ter conhecimento para determinar quais exercícios são mais indicados a partir de uma avaliação, evitando o risco de novas lesões ou a piora do quadro de dor.

Se o tratamento da coluna for realizado com procedimentos cirúrgicos, veja alguns importantes cuidados a serem tomados no pós-operatório:

Ao se sentar: Utilize um travesseiro para apoiar a coluna lombar (principalmente se o procedimento foi realizado nesta área). E evite períodos prolongados nesta posição.

Quando ficar em pé: evite permanecer por longos períodos nessa posição também, cuidando para não sobrecarregar somente uma das pernas.

Ao caminhar: evite os pisos irregulares e rampas íngremes nos primeiros dias após a cirurgia, para não se deparar com situações de instabilidade e desequilíbrio. Ao subir e descer escadas: procurar sempre o apoio do corrimão e suba lentamente degrau por degrau. Evite subir ou descer olhando na direção dos pés, pois isso pode forçar a coluna cervical e ocasionar desequilíbrios.

Ao dormir: utilize sempre travesseiros que mantenham a coluna alinhada, desde o pescoço até a região do sacro, independente da posição (de lado ou barriga para cima).

De lado, utilize um travesseiro entre os joelhos, fazendo com que o joelho superior esteja na mesma altura do quadril; De barriga para cima, utilize um travesseiro sob as pernas, elevando-as para que a coluna lombar esteja bem apoiada no colchão. Evite sempre dormir de bruços. E tenha atenção com o seu colchão, ele deve ter densidade adequada ao seu peso corporal.

Atenção! Seja em pé, sentadop ou deitado, o paciente deve sempre evitar a permanência por mais de uma hora na mesma postura.

Ao dirigir: antes dos 30 dias após a cirurgia, o paciente não está autorizado a dirigir. Ao realizar tal atividade, o paciente que fez a cirurgia na região cervical, deverá utilizar o colar cervical para maior proteção. E o paciente que fez uma cirurgia na região lombar, deverá utilizar-se de um travesseiro para apoio da região lombar. Mas é importante ressaltar que logo no início, na retomada do exercício de dirigir, o paciente deve evitar longos percursos, dirigindo pelo menor tempo possível.

Ao carregar peso: o paciente não está autorizado a pegar peso por pelo menos, 60 a 90 dias após a cirurgia.

Vai usar gelo?

O gelo é considerado um anti-inflamatório bastante eficaz e que não traz qualquer ônus ao paciente. Ao utilizar, a bolsa de gelo ou um saco plástico com cubos de gelo, deverá envolvê-los em um tecido fino (fralda ou pano-de-prato). Colocar sempre sobre o ponto doloroso. E fazer a compressa por cerca de 20-30 minutos, 3 vezes ao dia.

Atividades físicas:

Normalmente, o fisioterapeuta sempre orienta o paciente com relação ao início das caminhadas, que poderão ser sempre progressivas conforme o paciente for evoluindo com o tratamento. Mas elas se iniciam com cerca de 5 minutos/dia. Com 60-90 dias após a cirurgia, o paciente já poderá voltar, lentamente, para as suas atividades físicas normais, mas sempre seguindo todas as orientações médicas e do fisioterapeuta acompanhante.