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Patologias da coluna

A coluna vertebral é formada por estruturas bastante complexas e que garantem a integridade e funcionalidade da região. Mas diferentes fatores podem contribuir para uma série de impactos negativos à coluna. Estruturas acabam comprometidas, daí o surgimento de dores e, em muitos casos, de patologias da coluna.

 

Veja as principais patologias da coluna

 

patologias-da-colunaCervicalgia: A região cervical possui conexão direta ou indireta com diversas partes do corpo, como a cabeça, o ombro, a caixa torácica e a região lombar. Serve de base de sustentação e aumenta a amplitude de movimento de flexão, extensão, rotação e inclinação do crânio sobre a primeira vértebra cervical (C1). Faz ligação com o ombro por meio dos músculos que interligam a escápula e a clavícula com a cervical. O posicionamento da região lombar e torácica contribui para um bom ou mau posicionamento da cervical. Fora sofrer influência de todos os segmentos já comentados, alguns músculos da cervical reagem com pontos de tensão mediante estresse.

Protrusão discal: Esta lesão é caracterizada por uma dor local, que pode ser intensificada durante o ato de tossir e espirrar, pelo espasmo da musculatura paravertebral e antalgia da coluna lombar. Quando ocorre pressão nas raízes nervosas vertebrais, cria-se uma dor que se irradia pela perna. Essa compressão nervosa pode acarretar déficit de força muscular nos membros inferiores. Dentre os efeitos que sinalizam a protrusão discal, podemos citar: Parestesias (formigamento) com ou sem dor na coluna, geralmente com irradiação para membros inferiores ou superiores, podendo também afetar somente as extremidades (pés ou mãos).

Whiplash: a lesão ocorre, comumente, após acidentes automobilísticos. Com a colisão do veículo, seja ela frontal, traseira ou lateral, uma mudança brusca de direção de movimento ocorre, lesionando estruturas da coluna cervical e, em muitos casos, também da coluna torácica. Ao parar o veículo, de repente, o cinto de segurança impede que o corpo seja jogado para frente, mas a cabeça, em compensação, pode avançar e, logo em seguida, voltar para trás. É esse o movimento conhecido como whiplash. Normalmente, a sua ocorrência é maior em pessoas mais jovens.

Osteofitose: o “bico de papagaio” ou osteofitose, manifesta-se quando os ligamentos e as cartilagens que envolvem as vértebras se calcificam, como forma de estabilizar a estrutura desgastada. O problema tem maior incidência na região lombar, mas pode atingir outras partes da coluna. As dores são causadas pela própria rigidez da coluna, na qual as vértebras afetadas pressionam nervos e músculos.

Além da idade, outros fatores podem causar a formação do bico de papagaio: hereditariedade; má postura; obesidade; sedentarismo; fraturas; doenças reumáticas, etc. Todos eles também contribuem para desgastar as articulações e podem levar à calcificação vertebral. É um processo irreversível e progressivo, mas 90% dos casos são leves e têm controle mais fácil. Fisioterapia manual e reeducação postural ajudam a recuperar a estabilidade.

Assim, apesar de o osteófito continuar instalado, a dor será estabilizada devido à estrutura corporal mais forte, flexível e alinhada. A melhor alternativa continua sendo a prevenção. Quanto antes incorporar novos hábitos, menores as chances de ocorrer um osteófito no futuro.

Estenose vertebral: estenose é um termo médico que significa estreitamento/compressão de alguma estrutura tubular do nosso corpo. No caso da estenose vertebral, ocorre o estreitamento do canal vertebral (por onde passa a medula vertebral) ou dos forames neurais (por onde passam as raízes nervosas). As regiões da coluna vertebral nas quais é mais comum de haver a estenose são a cervical e a lombar, devido a sua maior mobilidade e tudo o que isso implica. Se o processo foi relacionado a um trauma, os sintomas costumam ser mais intensos, podendo ir de dor local com irradiação para a cabeça e membros superiores (quando o problema é cervical) ou irradiação para a pelve e membros inferiores (quando a compressão é lombar). Outros sintomas que acompanham a estenose vertebral são: dormência, formigamento, perda de força e equilíbrio, disfunções viscerais e dos esfíncteres. Esses sintomas indicam que o paciente deve ser conduzido com urgência e segurança para um médico especialista, que irá solicitar exames específicos para diagnosticar se houve a estenose, a causa, localização e gravidade, e decidir se é caso cirúrgico ou não.

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Espondilólise: a espondilólise é uma lesão de origem indeterminada, definida como um defeito ou falha mecânica com descontinuidade óssea do segmento intervertebral. A progressão do defeito pode resultar em espondilolistese, que é a subluxação de duas vértebras adjacentes. A incidência de espondilólise está relacionada com idade, herança genética, gênero, raça e nível de atividade, manifestando-se frequentemente durante a fase de crescimento. Dos 8 aos 20 anos, é responsável pela maioria das lombalgias em jovens esportistas e raramente ocorre em adultos. O risco declina na meia idade e aumenta ligeiramente entre os 60 a 80 anos.

O paciente pode apresentar postura hiperlordótica, e a dor lombar pode ser reproduzida pelas forças repetitivas de flexão, extensão e rotação da coluna, manobra facilmente reprodutível em esportes como ginástica olímpica, mergulho, levantamento de peso, voleibol, futebol americano e remo.

Artrite: as juntas são responsáveis pela ligação de um osso ao outro, permitindo o movimento dos braços, pernas, mãos, pescoço e também da coluna. Quando surge uma inflamação nessas articulações, caracteriza-se a artrite que afeta, principalmente, a coluna. É a chamada artrite reumatoide. Ela é provocada, em sua maioria, por infecções que podem ocorrer entre a base do crânio (pescoço) e o cóccix (imediação das nádegas).

As pessoas que mais sofrem com artrite são as que possuem doenças auto-imunes (como lúpus), quem passou por algum tipo de trauma (um acidente doméstico, por exemplo) e quem contraiu algum tipo de agente infeccioso ou sofreu desgaste nas juntas (devido aos excessos desportivos, obesidade, má postura ou mesmo desgaste natural).

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Dor Ciática: Inflamações, lesões ou fraturas pélvicas, compressão externa, deslocamento discal, contratura muscular ou mesmo uma hérnia de disco podem representar causas para a irritação do nervo ciático que, a partir desse momento, manifestará reações dolorosas. O dano ao nervo pode ocorrer dentro do canal espinhal ou em outro ponto do percurso que o nervo faz. Outros sintomas também podem acompanhar a dor no nervo ciático: irradiação da dor para uma das pernas, sensação de queimação, perda de sensibilidade ou fraqueza nos músculos da perna afetada, fisgadas e dormências. Os sintomas vão depender de cada caso. Em alguns pacientes, a dor no nervo ciático gera somente uma queimação local ou um desconforto mais simples. Já em outros, a dor pode tornar o indivíduo incapacitante, manifestando uma sensação de choque elétrico pelo trajeto do nervo.

Lombalgia: é uma queixa muito comum, que ocorre na parte inferior da coluna vertebral (coluna lombar). Nos consultórios a procura por ajuda médica é bem frequente para os casos de lombalgia. Cerca de três em cada quatro adultos vão ter dor nas costas durante sua vida e esses números podem subir, devido ao aumento do número da população mais idosa. A lombalgia pode ser aguda ou crônica. A dor aguda dura, normalmente, de quatro a seis semanas, enquanto a dor crônica pode durar toda uma vida, indicando um problema bem mais grave na coluna vertebral. O paciente descreve que sua coluna está travada, ele tem limitação na flexão anterior da coluna, dor e dificuldades nos primeiros movimentos pela manhã.

Dentre as causas, as principais associadas são: sedentarismo, envelhecimento, herança genética, hábitos posturais incorretos no trabalho, levantar pesos inclinando a coluna para frente, tabagismo, etc.

Dorsalgia: a dor que caracteriza a dorsalgia é, na maioria das vezes, proveniente de músculos, articulações, nervos, ossos ou outras estruturas próximas à coluna torácica. Dentre as causas, podemos citar as de natureza:

Traumática: é o caso de distensões musculares, fraturas ou contusões na região dorsal, atividades em posições inadequadas, esforço físico exagerado ou quedas;
Degenerativa: quando ocorre a degeneração dos corpos vertebrais, discos intervertebrais e facetas-articulares, normalmente, em virtude do envelhecimento natural;
Tumores: alguns tumores (malignos ou benignos) podem contribuir para o surgimento de dorsalgia.

Outros sintomas também podem acompanhar a dorsalgia, como a dificuldade para respirar, a sensação de “pontadas” no tórax e a queimação nas costas.

patologias-da-colunaHérnia de Disco: Os discos intervertebrais estão localizados entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares e têm como função essencial evitar o atrito entre uma vértebra e outra, amortecendo quaisquer impactos que possam incidir sobre a coluna. No que se refere à natureza dos discos, tratam-se de estruturas constituídas por tecido cartilaginoso e elástico. Se os discos estiverem saudáveis (constituído por um núcleo gelatinoso revestido por um ânulo fibroso mais resistente), eles permitem os movimentos da coluna em diferentes eixos de rotação. Entretanto, em decorrência do envelhecimento e da realização de movimentos repetitivos ao longo do tempo, o disco intervertebral tende a sofrer, naturalmente, um desgaste cada vez mais intenso, podendo resultar na formação de hérnias de disco.

Caso a hérnia de disco simples não receba um tratamento adequado, a probabilidade para o surgimento da hérnia de disco extrusa é bem maior. Nesse caso, pode ocorrer a extrusão do disco intervertebral, já em estágio avançado de degeneração. O núcleo pulposo migra de sua posição normal no centro do disco para a periferia, levando à compressão das raízes nervosas e caracterizando a hérnia de disco.

Escoliose: Lateralmente, a coluna vertebral exibe curvas naturais: a cifose (uma curva para trás na altura do tórax) e a lordose (curva para frente na região lombar). Mas quando vista do plano frontal, a coluna vertebral deve apresentar um padrão linear e de cima para baixo as vértebras devem estar alinhadas umas com as outras. Trata-se de características comuns a uma coluna saudável. Quando acontece um desvio da coluna vertebral com inclinação, rotação e extensão das vértebras surge a escoliose.

Essa deformidade pode ter diversas origens e independentemente do aspecto físico que parece ser igual em todos os tipos de escoliose, elas podem ter prognósticos bem diferentes, comportando-se distintamente em termos de evolução. O tipo mais habitual é a escoliose idiopática, assume cerca de 80% dos casos e é quando não se sabe o porquê de o paciente desenvolver aquela escoliose, não é possível identificar a causa.

Algumas pessoas são mais suscetíveis ao encurvamento da coluna. Durante a puberdade, por exemplo, a taxa de crescimento do corpo é mais rápida, aumentando o risco de progressão da curva. E nessa faixa etária a prevalência da escoliose é mais em meninas do que em meninos. No caso de crianças e adolescentes, muitas vezes a escoliose não tem sintomas visíveis e isso perdura até que a curva progrida significativamente.

Espondilite Anquilosante: A Espondilite Anquilosante consiste em uma doença inflamatória crônica que acomete, principalmente, o esqueleto axial, levando à limitação da mobilidade da coluna e incapacidade funcional. A doença também pode afetar as articulações de outras regiões, como quadris, ombros, joelhos e tornozelos.

Dentre as consequências da patologia podem surgir alterações posturais que geram incapacidades físicas, sociais, econômicas e/ou psicológicas, afetando, por sua vez, a qualidade de vida dos pacientes. As alterações mais comuns são a retificação da lordose cervical (com projeção da cabeça para frente), acentuação da cifose dorsal, retificação da lordose lombar e flexão compensatória de quadril e joelhos. Em casos mais raros a doença pode provocar também perda de apetite e peso corporal e febre baixa.

Degeneração discal: Com o avanço da idade são observados a desidratação e o ressecamento do disco intervertebral, particularmente o núcleo pulposo. O núcleo se torna mais facilmente fragmentável e perde a qualidade elástica que possuía na juventude. Ele se torna de cor amarela ou amarelo-amarronzado e a aparência de casca de cebola do núcleo pulposo muda, desenvolvendo rachaduras ou fendas dentro de suas substâncias. A principal consequência do processo degenerativo discal é a incapacidade para a absorção de impactos, desencadeando instabilidade da coluna lombar.

Hipercifose e Hiperlordose: A hipercifose é o aumento do grau da curvatura da coluna torácica, dando a impressão de uma “corcunda”. Essa alteração ocorre por diversos fatores, podendo ser uma alteração postural, por fraturas de osteoporose ou por patologias mais agravantes, como exemplos a Doença de Scheuermann e a espondilite anquilosante. Nos casos mais avançados, essa deformidade pode ser percebida, facilmente, observando as costas do indivíduo, e pode ser confirmado por meio da radiografia, exame pelo qual é medido o grau da curvatura. Ela ocorre, principalmente, na terceira idade, sendo mais acentuada nas mulheres.

A hiperlordose é o aumento do grau da curvatura da coluna cervical e/ou lombar. Na lombar, a hiperlordose dá a impressão de um “bumbum empinado”, originando-se de diversos fatores, desde alterações genéticas, fraqueza muscular ou hábitos de má postura. A hiperlordose tende a gerar dores na região da coluna acometida, principalmente, quando o indivíduo produz atividades que exijam bastante esforço ou durante a realização de movimentos repetitivos.

 

Benefícios do Pilates nos quadros de patologias da coluna

 

patologias-da-colunaQuando o assunto é dor nas costas ou patologias da coluna vertebral, a busca pelo tratamento correto faz toda a diferença. Sabe-se que os procedimentos cirúrgicos, na maioria dos casos, não se fazem necessários. Existem excelentes alternativas conservadoras que podem auxiliar bastante o paciente a recuperar a saúde da coluna.

Mas, além do tratamento efetivo, o paciente também deve investir no pós-tratamento para a garantia de manutenção dos resultados alcançados. O Pilates é um método bastante procurado nesse contexto, face à eficácia do repertório de exercícios voltados para o fortalecimento da coluna vertebral e que não somente evitam o retorno do problema, mas também atuam no trabalho preventivo, relacionado aos pacientes que não foram acometidos por patologias da coluna.

A prática regular do Pilates mantém as estruturas osteomusculares preparadas para a sobrecarga diária, prevenindo, também, novas lesões, melhorando o condicionamento físico, corrigindo maus hábitos posturais e, assim, melhorando a qualidade de vida do indivíduo. Os benefícios podem ser percebidos ao longo de cada sessão.