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Hiperlordose

coluna-vertebral-hiperlordoseA coluna vertebral saudável apresenta curvaturas normais que podem ser vistas lateralmente divididas em:

– Cervical (região da coluna que é convexa ventralmente – Lordose);

– Torácica (região da coluna que é côncava ventralmente – Cifose);

– Lombar (região da coluna que é convexa ventralmente – Lordose);

– Pélvica (região da coluna que é côncava ventralmente – Cifose).

Quando vista do ângulo anterior ou posterior, nenhuma curvatura é visível na coluna saudável. É dessa forma que deve se apresentar a coluna vertebral. Mas o problema surge quando a região se apresenta com alguma curvatura que não deveria existir numa vista anterior ou posterior (escoliose) ou quando há um aumento anormal das curvaturas naturais (hipercifose e hiperlordose).

 

Desvios posturais

 

Dentre as principais funções da coluna vertebral podemos mencionar: suporte do peso do corpo, proteção da medula espinhal e dos nervos espinhais, promoção de maior flexibilidade ao corpo, além de exercer um papel muito importante na postura e na locomoção.

Posturas incorretas no dia a dia, quer seja no trabalho, em casa, no lazer ou durante a prática de atividades como dirigir, estudar ou dormir, por exemplo, podem afetar consideravelmente a coluna vertebral, gerando desvios que podem levar ao uso incorreto de outras articulações, como ombros, braços, quadris, joelhos e pés. Isso ocorre uma vez que, diante do desequilíbrio postural, o corpo busca compensações para manter o indivíduo em equilíbrio (o que, normalmente, também pode causar enrijecimento e encurtamento dos músculos).

Tipos de desvios posturais:

desvios-hiperlordose– Escoliose: consiste no encurvamento da coluna vertebral que pode acontecer no meio ou nos lados. Não existe somente um tipo de escoliose e os prognósticos são bem diferentes. Todavia, o tipo mais comum é a Escoliose idiopática que assume cerca de 80% dos casos e quando não se é possível identificar a causa do problema, sendo a causa hereditária a de mais forte relevância. Algumas pessoas são mais suscetíveis ao encurvamento da coluna. Isso é comum, por exemplo, durante a puberdade quando a taxa de crescimento do corpo é mais rápida, aumentando o risco de progressão da curva. E nessa faixa etária a prevalência da escoliose é mais em meninas do que em meninos. No caso de crianças e adolescentes, muitas vezes a escoliose não tem sintomas visíveis e isso perdura até que a curva progrida significativamente.

– Hipercifose: nesses casos o paciente pode ficar com uma aparência “corcunda”, pois ocorre um aumento considerável e anormal da concavidade da curva torácica da coluna vertebral. Apesar de o problema acontecer com maior frequência durante a Terceira Idade, ele também pode acometer outros públicos, inclusive jovens. E a principal causa apontada para a deformidade são os hábitos incorretos de postura no dia a dia.

– Hiperlordose: é comum que o paciente com esse desvio manifeste uma aparência de “bumbum arrebitado”, pois ocorre um aumento excessivo da convexidade da curva lombar da coluna vertebral. Vamos entender mais sobre esse desvio específico que pode ocorrer em pacientes de qualquer idade.

 

A hiperlordose

 

No que se refere à aparência, o paciente acometido fica com a região das nádegas mais proeminente, como se a pessoa estivesse “empinada”. Existem diferentes fatores de risco para a hiperlordose, além da má postura.

– Sobrepeso

A sobrecarga causada pelo excesso de peso pode causar sérios problemas de coluna, estar com o Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, agravado a existência de uma barriga saliente, faz com que o indivíduo desloque o centro de gravidade da coluna para frente, desequilibrando a estrutura corporal e causando muitos prejuízos à coluna, incluindo desvios e doenças. O disco intervertebral fica desgastado e pode causar a famosa hérnia de disco. Sendo obrigatória a perda de peso como parte do tratamento para o fim das dores. O excesso de peso ainda pode ser mais prejudicial quando os músculos do abdômen estão fracos, pois essa classe de músculos precisa estar sempre forte para estabilizar e manter o alinhamento da coluna. A prática de exercícios físicos é necessária a todos, não só para os que precisam emagrecer. Quem está acima do peso deve procurar um profissional que oriente os exercícios que devam ser adequados à realidade de cada pessoa. É importante ainda ter muito cuidado com os processos de redução exagerada de peso, como as cirurgias feitas com essa finalidade. Os riscos de acentuação da lordose podem aumentar nestes casos também.

– Osteoporose

Trata-se de uma doença de instalação silenciosa. Nos estágios iniciais não existem sintomas. Com o avanço da doença, os sintomas mais comuns são as fraturas das vértebras por compressão, provocando dor e sensibilidade óssea, diminuição da estatura e aumento da cifose dorsal. É comum também fraturas do colo do fêmur, punho (ossos do rádio) e costelas. A dor está diretamente associada ao local em que ocorreu o desgaste ósseo ou a fratura. Como ocorre uma redução da altura do corpo vertebral por conta das fraturas (e consequentes danos estruturais à coluna), o aumento da lordose pode sofrer intenso estímulo.

hiperlordose-desvios-posturais– Riscos em mulheres

Um fator de risco para o caso das mulheres são os seios grandes. Muitas querem ter os seios maiores e não sabem que também existem desvantagens, pois o aumento desse tamanho com o implante de próteses de silicone pode influenciar bastante na postura, provocando sérias dores nas costas sem nenhum outro fator desencadeante. Isso não acontece sempre, mas em vários casos o corpo não está preparado para suportar o acréscimo de peso dos seios. O peso da parte da frente é suportado pela coluna que acaba cedendo à pressão e alterando a postura. A postura arqueada é provocada pela tensão física, os ombros caem para frente e os seios para traz. Mas seja devido à genética, à vaidade ou mesmo por conta da chegada da gravidez (os seios aumentam bastante o tamanho devido ao leite produzido), os seios grandes podem fazer com que as mulheres adotem uma postura inapropriada para que o corpo consiga suportar o peso causado pelo tamanho dos seus seios. É preciso procurar a ajuda de um profissional antes que problemas mais sérios de coluna se desenvolvam e se instalem, necessitando de tratamento em tempo integral. Somente um profissional especializado pode avaliar se o tamanho dos seus seios precisa de cirurgia redutora das mamas ou se o uso de sutiãs grandes e fortes, com alças anatômicas pode suportar o peso sem que precise adotar posturas erradas. Fazer exercícios que fortalecem a musculatura das costas associados aos alongamentos dos músculos, principalmente os peitorais, ajudam bastante a suportar o peso dos seios e corrigir a própria postura.

O uso correto do sutiã pode ajudar bastante a evitar os riscos de má postura e consequentes danos à coluna. Veja estas dicas:

* O modelo certo deve ser bem projetado para que os ombros não fiquem tensos. Equilibrar o peso é importante, e sutiãs inadequados podem afetar ombros e tórax, o que certamente causará dores nas costas.

* Usar o número errado pode levar não só à dor e outros prejuízos à coluna, mas também ao formigamento nos braços, à restrição respiratória, escoriações, além de dores nos seios.

* No período anterior à menstruação, após a menopausa e na gravidez, as mamas modificam seu tamanho. Nessas fases, a opção deve recair sobre modelos maiores e mais confortáveis.

* A preferência deve ser por peças de algodão e seus derivados.

* As alças nas costas devem estar paralelas ou formar um tipo de “V”. Um “V” ao contrário pode significar que as alças são muito pequenas ou estão muito apertadas.

* O centro do sutiã (a parte que junta as duas copas na frente) deve ficar ajustada ao corpo, sem deixar um espaço entre o corpo e o sutiã. Se isso acontecer, o sutiã é muito pequeno: tente um tamanho maior.

* Quanto mais larga for a alça, maior suporte você terá. Alça larga é imprescindível para quem tem seios grandes (igual ou superior ao número 46). A alça não deve pressionar nem dar a impressão de que está “cortando” a pele do ombro.

* A copa do sutiã deve acomodar os seios e ajustá-los suavemente, sem criar protuberâncias do lado ou na parte inferior dos seios. O sutiã ideal é o que possui as copas ligeiramente modeladas, é discreto, oferece suporte adequado e a costura em sua base deve garantir esse último requisito.

* As armações, de metal ou de plástico, têm a finalidade de dar mais suporte aos seios, aliviando a tensão das alças. Ao escolher uma peça com esse requisito, certifique-se de que o modelo se ajuste com perfeição ao seu seio, pois ela não deve machucar a pele dos seios.

* O fecho traseiro deve estar completamente ajustado nas costas. Se ele ficar subindo, o sutiã é muito grande. Se tiver a sensação de que ele está apertado, em 75% dos casos, você precisa de um extensor.

– Visão e Postura

Muitas pessoas não se dão conta, mas os problemas com a visão podem também afetar diretamente a postura. O sistema visual é responsável por manter o equilíbrio do corpo, assim qualquer alteração visual não tratada pode afetar a postura. A mais comum é a hiperlordose cervical (projeção do corpo para frente), pessoas com esse problema se esforçam para lançar o olhar mais adiante e o corpo compensa fazendo uma cifose torácica (corcunda) com o objetivo de manter o equilíbrio. Outro caso é o de pessoas que possuem problemas de visão para ler e encurvam as costas de maneira a se aproximar do texto a ser lido ou do objeto a ser observado, utilizando-se de uma postura inadequada. Por isso, se o paciente percebe que possui algum problema relacionado à visão juntamente à dor nas costas, deve-se procurar um oftalmologista para tratar a causa do problema.

 

Características da Hiperlordose

 

Para entender melhor a hiperlordose é preciso conhecer um pouco mais sobre a estrutura da coluna vertebral.

Também conhecida como espinha dorsal, a coluna vertebral articula superiormente com o crânio e inferiormente com o osso do quadril. Ela é dividida em quatro regiões: cervical (que contém 7 vértebras), torácica (com 12 vértebras), lombar (com 5 vértebras) e sacro-coccígena (com 4 vértebras).

A coluna conta com curvaturas fisiológicas em sua estrutura, são elas: a lordose/cervical (convexa ventralmente), cifose/torácica (côncava ventralmente), lordose/lombar (convexa ventralmente) e cifose/pélvica (côncava ventralmente). Estas curvas são consideradas normais, contudo o seu aumento e diminuição são considerados alterações posturais ou patológicas, como é o caso da hiperlordose.

A hiperlordose nada mais é do que o aumento do grau da curvatura da coluna cervical e/ou lombar. Como a doença muda o alinhamento da coluna, automaticamente há um realinhamento das outras curvas para uma compensação. A curvatura exagerada da hiperlordose pode ser responsável por dores e desconfortos na região da lombar durante o dia a dia.

 

Principais causas da hiperlordose

 

Como se trata de um desvio na postura, a hiperlordose pode ser causada por diversos fatores. Vamos conhecer os principais?

  • Má postura;
  • Obesidade;
  • Gravidez – por conta do peso da barriga;
  • Deformidades genéticas;
  • Movimentos repetitivos – como passar muito tempo no celular;
  • Lesões;
  • Hérnia de disco – por conta da postura adotada para diminuir a dor;
  • Fraqueza e encurtamento de grupos musculares;
  • Espondilolistese – que é o escorregamento das vértebras.

Identificando a hiperlordose

Assim como em qualquer outro problema na coluna, o diagnóstico médico é fundamental para definir o método de tratamento mais adequado.

Um profissional da área consegue identificar a hiperlordose por meio da observação física do paciente quando ele está de lado. Também pode ser solicitado alguns exames para identificar a gravidade da doença e qual a necessidade de tratamento. Entre os principais exames, estão o raio-x panorâmico e testes ortopédicos.

O exame físico para detectar anormalidade na coluna consiste no toque e observação. Com ele, se verifica os graus de amplitude em determinados movimentos, como são as atitudes posturais usadas no dia a dia, a força muscular e o encurtamento.

Depois que o diagnóstico da hiperlordose é feito, o médico pode solicitar um exame completo ao paciente para investigar a sua saúde e condição física. Para definir o tratamento ideal, o profissional também leva em conta alguns fatores de risco, como osteoporose, obesidade e doenças congênitas.

Para complementar o diagnóstico, alguns doutores também pedem uma avaliação neurológica. Nela, ele consegue avaliar se há adormecimentos, dores reflexas, alteração de sensibilidade e de função motora e mudanças em alguns órgãos.

 

Classificação da hiperlordose

 

Muita gente não sabe, mas a hiperlordose tem algumas classificações. Entender qual é o nível da sua condição ajuda no momento do tratamento e redução da dor. Confira as especificações da doença:

  • Postural: esta é a forma mais comum, decorrente de uma má postura;
  • Congênita: hiperlordose devido a anomalias do desenvolvimento embrionário vertebral;
  • Pós-laminectomia: efeito adverso causado por complicações em algum tratamento médico, seja ele cirúrgico ou não.
  • Neuromuscular: resultado de algum desequilíbrio no tônus e força muscular;
  • Secundária a alguma contractura em flexão da anca e associada a alguma outra causa, como espondilólise e espondilolistese.

Hiperlordose na gravidez

 

Como mencionamos acima, a gravidez pode ser uma das causas para a hiperlordose. Durante a gestação, a barriga da mulher cresce, em média, 40 centímetros. Este crescimento pode causar algumas alterações na morfologia da coluna, entre elas, um aumento na curvatura da região lombar.

Boa parte das mulheres reclamam de dor nas costas enquanto está grávida. Isto acontece, principalmente, por conta do peso da barriga, que desloca o centro de gravidade para a frente e altera a sua postura, gerando uma hiperlordose lombar.

Além do desconforto físico, a gestante também pode apresentar dificuldades em realizar diversas atividades, como levantar e sentar, ficar muitas horas na mesma posição e até dormir. Com o passar das semanas, o centro de gravidade do corpo se desloca cada vez mais para frente, especialmente da 20º a 28º semana.

Importante ressaltar que as mulheres que já sofriam com dores nas costas antes de engravidar têm mais chances de sofrer com a coluna durante este período. Por isso, é fundamental que as grávidas mantenham uma rotina saudável com uma alimentação saudável e prática de exercícios físicos. O pilates é uma excelente opção de atividade para esta época. No Instituto Pilates, por exemplo, o professor elabora um plano de exercícios exclusivo para a gestante, priorizando o fortalecimento do corpo e a prevenção de dores decorrentes do aumento de peso e má postura.

 

Tratamento da Hiperlordose

 

hiperlordose-pilatesNem todos os casos precisam de tratamento. Mas quando a curva é muito rígida e a dor praticamente constante, o paciente deve procurar por ajuda médica para avaliar o problema. A cirurgia não é a primeira opção para esses casos, muitos tratamentos podem ser realizados com a administração de medicamentos específicos prescritos pelo médico e com sessões de fisioterapia, por exemplo. Os procedimentos cirúrgicos são apenas para os quadros mais extremos.

O Pilates apresenta um programa de exercícios específicos que ajudam a fortalecer e estabilizar o alinhamento corporal. A técnica está focada no fortalecimento da musculatura abdominal que, uma vez tonificada, reduz o sobrecarregamento da coluna. Com a prática, o aluno alcança músculos fortes e flexíveis, conservando as articulações livres de sobrecarga.

O Pilates pode ser considerado uma técnica de reeducação do movimento que enfatiza o reequilíbrio muscular sempre preservando a segurança e efetividade dos movimentos (todos os exercícios são realizados com uma atenção cuidadosa à postura). RESULTADOS: O Pilates corrige a postura, alivia dores, evita a progressão dos desvios posturais e previne lesões.

O tratamento da hiperlordose precisa ser feito de forma global, ou seja, além de tratar, a terapia tem a função de prevenir futuras recidivas de lesões, dores e tensões. Normalmente, o tratamento desta condição envolve:

  • Quando há dor, é recomendado o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios;
  • Quando há necessidade, o médico pode sugerir uma redução no peso corporal;
  • Fisioterapia;
  • Reeducação Postural Global (RPG);
  • ITC Vertebral (Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral);
  • Coletes para controlar a evolução da curvatura;
  • Quando há necessidade, pode ser recomendado o uso de palmilhas posturais;
  • Cuidados diários nas atitudes posturais;
  • Acupuntura, osteopatia e quiropraxia;
  • Pilates.

Reeducação Postural Global

A RPG é uma das principais formas de tratamento para a hiperlordose. O método fisioterapêutico consiste em corrigir problemas posturais e tratar possíveis problemas causados pela má postura.

A Reeducação Postural Global se baseia em três princípios fundamentais:

  1. Individualidade: cada paciente é único e reage ao método de forma diferente;
  2. Causalidade: a verdadeira causa do problema pode estar distante do sintoma apresentado;
  3. Globalidade: o corpo deve ser tratado como uma unidade, buscando identificar as responsabilidades das retrações musculares nas patologias músculo-esqueléticas.

Os tratamentos da RPG são individuais e duram cerca de 1 hora, podendo ser praticados por quem quer prevenir problemas na coluna ou como parte de um tratamento para algumas condições, como a hiperlordose.

ITC Vertebral

Este método, que também pode ser parte do tratamento da hiperlordose, é um meio não cirúrgico que utiliza técnicas de fisioterapia para a reconstrução músculo-articular.

Com o ITC Vertebral os pacientes são tratados sem procedimentos invasivos e de acordo com os seus sintomas e sinais de dor. Como não existe um trabalho padrão, quem procura por este tratamento passa por uma avaliação criteriosa e recebe um atendimento personalizado.

O Instituto Pilates trabalha com o método do ITC Vertebral em suas unidades. O tratamento é dividido em cinco etapas:

  1. Fisioterapia manual;
  2. Mesa de tração eletrônica;
  3. Mesa de flexão e descompressão;
  4. Estabilização vertebral;
  5. Busca por outras alternativas para manter os benefícios do tratamento, como pilates ou musculação.

Cuidados durante o tratamento da hiperlordose

Antes de começar o tratamento para a hiperlordose é fundamental ter uma boa avaliação postural para prevenir e saber quais os desvios devem ser corrigidos.

Uma postura boa é aquela que exige esforço mínimo da musculatura, articulações e ligamentos para se manter em posição ortostática. Por isso, tenha sempre em mente esta condição no momento de tratar a hiperlordose. Procure por profissionais capacitados e que orientem os seus exercícios de uma forma que não use musculatura compensatória na realização dos movimentos.

O Instituto Pilates conta com um quadro de profissionais qualificados que antes de criar qualquer plano de exercício, avalia primeiro as condições físicas e limitações dos alunos. Assim, há uma maior garantia de sucesso no tratamento e alívio das dores.

Durante a realização de atividade física, quem sofre com a hiperlordose precisa tomar alguns cuidados, como:

  • Movimentos suaves e fluídos ao invés de manobras bruscas que podem provocar lesões;
  • Precisão na execução dos movimentos para não haver gastos desnecessários de energia;
  • Centralização no “powerhouse” deixando a musculatura  bem trabalhada para evitar sobrecarga na região lombar;
  • Concentração durante os movimentos para evitar possíveis lesões;
  • Concentração na respiração para manter a circulação sanguínea adequada;
  • Controle dos movimentos, atingindo a execução ideal das manobras.

Cuidados para evitar as dores posturais

 

Existe uma postura correta para todos os movimentos que realizamos, inclusive quando estamos parados. Com o mundo moderno e a rotina cada vez mais corrida, nem sempre cuidamos da postura da maneira certa. Mesmo assim, o ideal é que tomemos o máximo de cuidado durante o dia para não sobrecarregar nossos músculos e articulações.

Uma má postura pode causar alguns problemas, como a hiperlordose. Por isso, tome alguns cuidados durante a sua rotina para não ter a condição no futuro ou então como parte do seu tratamento. Confira algumas dicas:

  • Se você trabalha por muitas horas na mesma posição, não importa se ela é sentada ou em pé, faça alongamentos periódicos durante o dia. Se levante, caminhe um pouco e vá tomar um copo de água ou um café;
  • Se você trabalha sentado, procure obedecer algumas regras básicas de ergonomia, como uma cadeira adequado para a postura;
  • Prática de atividade física regular. O Pilates, por exemplo, é um método excelente para quem quer fortalecer a musculatura e ajeitar a postura. Esta prática também é ideal para quem já sofre com algum problema na coluna e quer corrigir a postura e diminuir as dores.
  • Cuidar do peso corporal também é fundamental para evitar dores posturais. O excesso de peso prejudica a coluna e a manutenção da postura correta. Por isso, tente manter uma alimentação saudável e equilibrada.

Exercícios simples para quem sofre com a hiperlordose

 

Existem alguns exercícios simples que podem ser praticados sem equipamentos para melhorar a hiperlordose. Converse com um profissional para saber se estas atividades se adequa a sua condição. Além disso, tenha em mente que estes exercícios são só um complemento do tratamento recomendado por quem lhe consultou.

1. Rotação da bacia para trás

  • Deitado com os joelhos dobrados, aperte as nádegas uma contra a outra, tentando elevá-las levemente e ao mesmo tempo contraia a musculatura abdominal de maneira que a sua coluna lombar toque com força a superfície que você está deitado.
  • Mantenha essa contração por 5 segundos e em seguida relaxe por outros 5 segundos. Comece novamente e assim por diante.

2. Elevação do tronco

Deite com os joelhos dobrados. Contraia a musculatura abdominal, eleve a cabeça e a parte superior do tronco e toque de leve os joelhos com as mãos. Tempo de 3 a 5 segundos.

3. Cabeça contra os joelhos

Entrelace as mãos na nuca, eleve a cabeça e dobre os joelhos, tentando forçar a cabeça em direção aos joelhos e vice-versa.

4. Joelhos contra o peito

Repita o primeiro exercício sem contrair as nádegas. Posicione as mãos na face posterior das coxas. Deitado com os joelhos dobrados, segure ambos os joelhos com as mãos e traga-os contra o peito. Mantenha esta posição por 5 segundos e em seguida relaxe, levando de volta os joelhos à posição inicial.

5. Joelho oposto no cotovelo

  • Deitado com os joelhos dobrados, coloque os braços para trás e entrelace os dedos na nuca. Dobre o joelho esquerdo com mais força e tente encostar o cotovelo direito neste joelho.
  • Em seguida, alternar o joelho direito contra o cotovelo esquerdo.
  • Tempo: de 3 a 5 segundos para cada movimento. Faça 10 vezes de cada lado.

6. Rotação da coluna lombar

  • Deitado, dobre ambas as coxas até 90 graus sobre o tronco dobrando ao mesmo tempo os joelhos.
  • Em seguida execute a rotação de ambas as coxas para um dos lados, encoste a coxa inferior no tapete e force a superior no sentido de tocar o tapete um pouco mais acima da coxa inferior.
  • Mantenha sempre os ombros e a parte superior do tronco em contato com o tapete e na posição horizontal.
  • Repita o mesmo movimento do outro lado.

7. Rotação com contração lateral

  • Este exercício é uma complementação do sexto exercício. Execute o exercício nº 6 e permaneça na posição de rotação, a partir daí tente contrair a musculatura lateral do tronco do lado mais alto e com o braço do mesmo lado tente alcançar o joelho.
  • Demore nesta contração de 2 a 3 segundos. Faça 5 a 10 vezes cada lado.
  • Repita o mesmo movimento do outro lado.

8. Extensão máxima do joelho

  • Deitado ainda de barriga para cima, faça uma flexão da coxa de um dos lados até 90 graus e ao mesmo tempo estique ao máximo o joelho do mesmo lado, de maneira que ele fique no mesmo eixo da coxa.
  • Em seguida com as 2 mãos abrace a coxa e faça um movimento forçado da mesma em direção ao tronco, mantendo sempre o joelho em extensão.
  • Execute o mesmo movimento do outro lado.
  • Tempo: 2 a 5 segundos em cada movimento.

9. Alongamento do membro

  • Deitado em decúbito dorsal execute com um dos membros um movimento equivalente ao de alongar este membro de maneira que se alguém olhar os seus membros um vai parecer mais longo que o outro.
  • Repita o movimento do outro lado.

10. Extensão das coxas

Este exercício é feito de barriga para baixo.

  • Coloque um travesseiro tipo almofada sob o abdômen e tente elevar uma das coxas a alguns centímetros acima do plano do tapete.
  • Repita o movimento com a outra coxa.

11. Exercício na parede

  • Fique de pé distante de uma parede aproximadamente 30 centímetros, mantenha os pés nesta distância, procure encostar as costas na parede e deslizar a coluna para baixo forçando-a ao mesmo tempo contra a parede e certificando-se que a coluna lombar está retificada ou até curvada para frente e portanto sem lordose.
  • Este deslizamento deve ser realizado até as coxas ficarem próximas da horizontal.
  • Mantenha esta posição até começar a sentir um desconforto na região anterior das coxas. No começo, esse desconforto aparece nos primeiros 5 a 10 segundos. Porém, com o treinamento o período de permanência na posição descrita aumentará. O ideal é atingir os 2 minutos.

12. Exercício de barriga para baixo

  • Deitado de barriga para baixo, mantenha o tronco relaxado.
  • Use os membros superiores para elevar o tronco e manter a bacia apoiada no solo, produzindo uma hiperextensão da coluna lombar e parte da coluna torácica, com os membros superiores em 180 graus.
  • Mantenha esta posição por 5 a 10 segundos. Respeite a sua tolerância.

13. Exercício com os pés afastados

  • Mantenha o tronco bem relaxado com os membros inferiores em posição confortável. Coloque as mãos na cintura tendendo a abranger a coluna lombar.
  • Incline o tronco para trás vagarosamente até encontrar o seu limite tolerável de extensão e hiperextensão, permanecendo nesta posição por pelo menos de 5 a 10 segundos.
  • Repita o movimento por 10 vezes intercalados com períodos de descanso.
  • Esta série de 10 movimentos pode ser repetida várias vezes no mesmo período ou várias vezes por dia.
  • É importante que este exercício não cause dor. Se ela surgir, diminua a intensidade da atividade.

14.Báscula de bacia em pé

  • Este exercício é equivalente ao primeiro da lista, só que agora realizado em pé.
  • Basta você ficar em pé com as costas próximas a uma parede, dobre os joelhos em aproximadamente 5 a 10 graus e contraia a musculatura abdominal, forçando a coluna lombar contra a parede, ao mesmo tempo em que a bacia também é rodada para cima e para trás.
  • Quando você estiver familiarizado com o exercício, não vai mais precisar se encostar numa parede, basta contrair a musculatura abdominal e forçar a rotação da bacia para trás. Com o tempo e com a prática, você poderá realizá-lo enquanto estiver andando, subindo ou descendo escada, parado, conversando ou cozinhando diante de um fogão, ou seja, durante qualquer atividade.

Pilates para quem sofre com hiperlordose

 

Já comentamos em outro tópico que o pilates faz parte do tratamento para a hiperlordose. Isto acontece porque este exercício trabalha o corpo inteiro de forma única e completa.

O pilates é uma prática que visa melhorar o alongamento, flexibilidade e força dos nossos músculos e articulações, tendo o centro de força do corpo o abdômen que é trabalhado em praticamente todos os movimentos. Além disso, o método também trabalha para manter uma boa postura e preparar o corpo para realizar as atividades rotineiras, como se agachar e subir escadas.

Por conta de todos os benefícios, essa atividade é uma excelente opção para quem procura corrigir a postura ou tratar de algumas condições, como a hiperlordose.

O Instituto Pilates conta com profissionais qualificados e preparados para lidar com problemas recorrentes da coluna. Com um método diferenciado, aqui o paciente passa por uma avaliação física completa antes de começar a se exercitar. Assim, o professor consegue definir um treino que condiz com os objetivos do aluno e respeita as suas condições e limitações físicas.