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Hérnia de Disco: o Guia Completo!

A hérnia de disco é um problema relacionado aos discos intervertebrais, que são as estruturas que servem como amortecedores da coluna, localizados entre as vértebras.

Um dos motivos mais comum de dor nas costas, principalmente a dor lombar que irradia para as pernas, e hérnia de disco vem se tornando um problema cada vez mais prevalente na população, devido aos hábitos de vida que incluem a manutenção de posturas inadequadas por longos períodos de tempo ao longo do dia, e o sedentarismo que assola a população como um todo.

É uma condição extremamente dolorosa e incapacitante, mas com evolução, na maioria das vezes, benigna, e o paciente consegue redução dos sintomas de forma eficaz e em pouco tempo através de tratamentos conservadores.

Para você que sofre de hérnia de disco, ou conhece alguém que tem a condição, ou mesmo desconfia que esse possa ser o seu problema, preparamos um guia completo com informações sobre a definição da doença, seus sintomas, como é feito o diagnóstico, e seu tratamento.

Role para baixo e saiba tudo o que você precisa saber sobre a hérnia de disco!

O que é a hérnia de disco?

Como dissemos acima, a hérnia de disco tem sua origem em uma alteração nos discos intervertebrais. Os discos intervertebrais são estruturas gelatinosas, com um interior mais mole, chamado núcleo, e um exterior mais rígido.

Essas estruturas possuem formato de discos mesmo, daí o seu nome. Os discos intervertebrais estão situados entre uma vértebra e outra na coluna vertebral. Eles servem para amortecer o impacto e reduzir o atrito entre uma vértebra e outra.

A hérnia de disco ocorre quando a pressão na coluna é grande o suficiente para pressionar o disco e romper essa camada externa mais resistente, fazendo com que o conteúdo do disco, o núcleo, escape.

Esse material que escapa para fora da coluna pode pressionar e irritar os nervos que passam pela medula espinhal, gerando dor, dormência, ou fraqueza em algum segmento corporal, dependendo da sua localização.

Existem vários termos usados para descrever a hérnia de disco, como protusão discal, pinçamento de nervo, extravasamento de disco, entre outros. Na maioria das vezes esses termos se referem a mesma doença, a hérnia de disco, e podem ser usados de forma intercambiável.

A definição da nomenclatura ou do nome correto da doença não é o mais importante, e sim, descobrir a verdadeira causa do principal sintoma do paciente, que na grande maioria das vezes é a dor.

A dor da hérnia de disco pode ser de dois tipos diferentes, a dor discal, ou a dor do pinçamento nervoso.

A dor discal ocorre quando o paciente apresenta degeneração do disco intervertebral, e essa degeneração causa a ruptura do disco, extravasamento do seu conteúdo, ou mesmo perda do espaço intervertebral, gerando contato entre as vértebras. Esse tipo de dor é sentido tanto na coluna quando nas pernas ou braços, dependendo da localização da lesão, e a sua origem está no espaço intervertebral propriamente dito.

Já a dor de pinçamento nervoso não é de origem no disco per si, e sim da irritação causada pelo extravasamento do disco ao pressionar um nervo vizinho, podendo se irradiar para o caminho do nervo lesionado, podendo ser para as pernas ou para os braços.

Qualquer um dos dois tipos de dor pode ocorrer em qualquer segmento da coluna, uma vez que a hérnia de disco pode ser cervical, ou seja, na altura do pescoço, e os sintomas podem se espalhar para os braços; torácica, na parte do meio da coluna, e pode irradiar para o tronco ou para as pernas; ou lombar, que é a região mais baixa da coluna, e, nesse caso, se irradia para as pernas.

A hérnia de disco é mais comum na coluna lombar, devido à sua curvatura ser mais acentuada, e ao fato de que é a coluna lombar que sofre maior sobrecarga e sustenta mais peso no dia a dia.

É muito importante a identificação da origem da dor na hérnia de disco, para melhor programação do tratamento, como veremos mais adiante.

Epidemiologia: a hérnia de disco em números

Apesar de poder ocorrer em qualquer segmento da coluna, a hérnia de disco é mais comum na coluna lombar, e depois na coluna cervical. A hérnia de disco lombar é 15 vezes mais freqüente do que a hérnia de disco cervical, e apresente o característico quadro de dor na região inferior das costas que frequentemente se irradia para as nádegas e pernas.

A hérnia de disco cervical acomete cerca de 8% da população, e a hérnia de disco torácica ocorre em apenas 1 a 2% das pessoas afetadas.

A grande maioria das pessoas apresenta os sintomas da hérnia de disco entre 30 e 40 anos, e a degeneração do disco intervertebral se torna mais comum após os 50 anos.

Os homens são ligeiramente mais acometidos pela hérnia de disco do que as mulheres.

Sintomas da hérnia de disco

Como dissemos acima, a maioria das hérnias de disco ocorrem na coluna lombar, portanto, os sintomas aparecem, mas comumente, na região inferior da coluna e nas pernas, mas lembrando que eles podem ocorrem em todos os segmentos da coluna e nos braços.

Os sinais e sintomas mais comuns da hérnia de disco incluem:

·         Dor: a dor é um sintoma muito característico na hérnia de disco. Ela tem a tendência de se irradiar pelo caminha que o nervo que está sendo pressionado faz, quando a dor é de origem radicular, e normalmente é sentida nas pernas ou nos braços, além de na coluna. Tipicamente, a dor da hérnia de disco lombar se inicia na região inferior da coluna, e se espalha pelas nádegas, e parte posterior da perna.

·         Dormência ou sensação de formigamento: como os nervos próximos da medula são afetados, podemos ter acometimento de fibras nervosas motoras e sensitivas. O acometimento das fibra sensitivas pode levar à uma redução de sensação na região, e à sensação de dormência e formigamento, semelhante à que sentimos quando dormimos em cima do braço, ou sentamos muito tempo em cima da perna, por exemplo.

·         Fraqueza: esse sintoma tem relação com o acometimento das fibras motoras. Os sinais enviados por elas se tornam mais fracos, pois o nervo está sendo pressionado, assim como acontece com as fibras sensitivas. Só que, nesse caso, o sintoma é a fraqueza muscular, e o indivíduo pode experimentar dificuldade de caminhar, se a hérnia for lombar, ou dificuldade de segurar objetos, se a hérnia for cervical

A hérnia de disco pode, ainda, ser assintomática, mesmo antes do tratamento. Ou seja, o paciente tem um disco rompido e extravasado, mas não sente nenhum sintoma relacionado à condição.

É importante que, a qualquer sinal do aparecimento de um dos sintomas relacionados acima, o paciente procure um médico para uma avaliação mais criteriosa, se forma a realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento o mais rápido possível, impedindo assim que a condição progrida e se torne mais debilitante.

Causas da hérnia de disco

A causa mais frequente da hérnia de disco é o desgaste natural que ocorre ao longo dos anos dos discos intervertebrais, chamado de degeneração discal. Portanto, muito frequentemente ela é uma condição associada aos mais velhos.

Na medida em que envelhecemos, o nosso corpo perde água, e as estruturas se tornam, de uma forma geral, mais secas e rígidas.

Com o disco intervertebral não é diferente. Ele perde água, se tornando mais rígido e perdendo sua função de amortecimento, e se tornado mais susceptível à rupturas e lesões.

Em casos menos frequentes, a hérnia de disco pode ser causada por movimentos inadequados, e essa causa é mais comum em atletas que utilizam muito a coluna para levantar pesos, ou para realizar movimentos em grande amplitude de extensão ou rotação de coluna.

Outras causas da hérnia de disco incluem alterações congênitas dos discos, das vértebras, ou das curvaturas da coluna, manutenção de posturas inadequadas por longos períodos de tempo ao longo da vida, carregamento de peso exagerado de forma incorreta, ou mesmo um trauma na coluna após um acidente, entre outras.

Fatores de risco para hérnia de disco

Apesar de as causas da hérnia de disco serem diversas, alguns fatores aumentam o risco de o indivíduo vir a desenvolver a hérnia de disco. São eles:

·         Sobrepeso: o excesso de peso corporal é um fator que aumenta a sobrecarga nos discos intervertebrais, pois faz com que a coluna tenha que sustentar mais peso, diariamente, de forma crônica, afetando principalmente a coluna lombar, responsável por sustentar a maior parte do nosso peso corporal.

·         Atividades diárias: o trabalho pode ser um fator de risco para a hérnia de disco, por exemplo. Caso o trabalho da pessoa exija muito da coluna, como um carregador de caminhão que precisa carregar pesos muito grandes ao longo do dia, ele pode favorecer o aparecimento da hérnia de disco. Atividades como carregamento de pesos excessivos, puxar ou empurrar objetos pesados, inclinas a coluna para os lados ou para trás, e rodar a coluna, todas aumentam o risco do aparecimento de uma hérnia de disco, principalmente se forem realizadas por um longo período de tempo.

·         Genética: alguns fatores que contribuem para o surgimento da hérnia de disco são genéticos, como uma curvatura anormal da coluna, composição do disco intervertebral, que pode ter mais ou menos água, ou qualquer outra alteração na coluna.

·         Sedentarismo: pessoas que não praticam atividade física tendem a ter sobrepeso, e a possuir a musculatura das costas mais fraca, tornando a coluna mais susceptível à traumas, e os discos intervertebrais mais vulneráveis devido à falta de estabilização muscular.

·         Idade: quanto mais velho é o indivíduo, mais propenso ele está a desenvolver hérnia de disco, devido à dois fatores, sendo o primeiro relacionado à perda de líquido corporal que explicamos acima, e o segundo relacionado ao maior tempo de exposição à sobrecargas na coluna, tornando o disco mais gasto e frágil.

·         Lesão ou acidente na coluna: mesmo que não ocorra diretamente após o trauma, uma lesão traumática na coluna vertebral podem alterar as estruturas da coluna de tal forme que ela fique mais frágil e mais propensa, a, no futuro, desenvolver uma hérnia de disco.

·         Uma alimentação inadequada: uma dieta mal equilibrada pode levar a diversos fatores que predispõe à hérnia de disco, um deles sendo o sobrepeso, já mencionado acima. Além do sobrepeso, uma dieta não balanceada não fornece às estruturas corporais, incluindo aos discos intervertebrais, os nutrientes que elas precisam para permanecerem fortes e desempenharem suas funçõesde forma adequada.

·         Tabagismo: os efeitos que o fumo tem na circulação sanguínea podem levar a hérnia de disco, pelo aporte de sangue inadequado às estruturas da coluna. Como o sangue é responsável por carregar o oxigênio e os nutrientes para todas as estruturas do corpo, caso a circulação esteja reduzida, e ele não chega onde deveria chegar, esse local fica sem oxigênio e nutrientes, e, aos poucos, vai se degenerando. Isso pode acontecer com os discos intervertebrais.

Como fazer o diagnóstico da hérnia de disco

A primeira coisa a se fazer para o diagnóstico da hérnia de disco é a identificação dos sintomas, uma vez que o paciente procura o médico quando sente alguma dor ou alteração. Logo, é importante que o paciente conheça os sintomas da hérnia de disco e possa identificar quando existe a desconfiança dessa condição, para que ele procura um médico especialista para uma melhor investigação.

Caso haja a suspeita da hérnia de disco em você ou em alguém próximo, você deve procurar um médico especialista em coluna, que pode ser um médico do exercício, um ortopedista, um neurologista, ou um cirurgião de coluna – ortopédico ou neurológico.

·         Diagnóstico clínico

A primeira parte da investigação, e do diagnóstico da hérnia de disco é clínica, ou seja, é feita no consultório do médico, através de perguntas de um exame físico específicos.

Dentre as informações a serem consideradas durante a consulta, estão: quando os sintomas começaram, quais são as atividades que pioram ou aliviam os sintomas, o quão forte e/ou limitante são os sintomas, principalmente a dor, e se você chegou a realizar algum tratamento para os sintomas apresentados. Perguntas ainda sobre a localização da dor, e sobre a função de outros órgãos e sistemas relacionados também são necessárias para uma adequada avaliação da hérnia de disco.

Após o primeiro momento de entrevista médica, é realizado o exame físico. Durante o exame físico, a primeira coisa que o médico avalia são pontos de tensão nas costas, pois a causa dos sintomas pode ser simplesmente uma contratura muscular, fácil de ser resolvida com medidas simples.

Parte do exame físico consiste no paciente assumir diferentes posturas, e movimentar as pernas e os braços em diferentes direções, de forma a tentar identificar a origem da dor e dos sintomas.

Um exame neurológico é necessário para identificar a extensão dos acometimentos, e o médico irá testar os reflexos do paciente, bem como a sua força muscular, a sua capacidade de caminhar, e a sua sensibilidade.

Na maioria dos casos, o diagnostico da hérnia de disco pode ser fechado ainda no consultório, com base na história clínica do paciente e no exame realizado pelo médico.

Porém, em alguns casos, quando o médico desconfia que outras causas possam estar por trás dos sintomas, ou quando diagnóstico não fica muito claro apenas pelo exame clínico, exames adicionais podem ser solicitados.

Outros exames podem ser pedidos também para pacientes já com o diagnóstico de hérnia de disco e em acompanhamento, para planejamento de cirurgias de correção.

·         Diagnóstico por exames de imagem

Exames de imagem são necessário quando existe duvida no diagnóstico, ou para excluir outras causas dos sintomas, como tumores pressionando a coluna, fraturas de vértebras, infecções, inflamações, entre outras.

Dentre os exames de imagem mais utilizados para a avaliação da hérnia de disco e ajuda no fechamento do diagnóstico estão:

• Raio-X: os raio-X normais não são capazes de detector os discos herniados, pois eles são específicos para a visualização de ossos. Mas eles podem servir para excluir outras causas de dor nas costas, caso o médico esteja em dúvida do diagnóstico. Exemplos de doenças que podem ser detectadas no raio-X são infecções nos ossos, tumores, problemas de alinhamento da coluna, ou mesmo fraturas vertebrais.

• Tomografia computadorizada (TC): a tomografia computadorizada é uma espécie de raio-X seriado, ou seja, diferentes fotografias são tiradas do corpo em diferentes direções, e um programa de computador é responsável por criar uma imagem tridimensional daquele segmento no final. A tomografia já permite a melhor visualização de estruturas ao redor da coluna, mas ainda é mais específica para ossos, fornecendo imagens um pouco mais detalhadas do que o raio-X.

• Ressonância magnética (RM): A ressonância magnética utiliza de ondas de rádio e de um campo magnético extremamente forte, e cria imagens tridimensionais de estruturas do corpo. Esse sim é o exame capaz de mostrar o disco e sua herniação, quando presente, mostrando exatamente o local da hérnia de disco e quais os nervos estão sendo afetados.

• Mielograma: o mielograma nada mais é do que o raio-X da coluna após a aplicação de um corante no líquido raquidiano, e é capaz de mostrar pressões da medula espinhal ou nos nervos, devido à hérnias de disco, ou mesmo outras doenças. Esse exame não é específico para a hérnia de disco, mas pode ajudar a perceber o impacto da hérnia de disco na coluna.

•Eletromiograma: o eletromigrama é um estudo da condução dos impulsos elétricos no nervo. Ele avalia a condução do impulso, e pode ajudar na identificação do local de lesão nervosa, pois ele detecta uma redução ou mesmo falha completa na transmissão de estímulos no local onde o nervo está sendo pressionado pela hérnia. Mais uma vez, esse exame detecta problemas de condução causados por diversas condições, e não é específico da hérnia de disco, mas pode ajudar inclusive no planejamento do tratamento.

Reforçando novamente que o diagnóstico da hérnia de disco é clinico, ou seja, feito pelo médico, que reúne as informações coletadas na consulta, no exame físico, e nos exames complementares que ele possa vir a solicitar.

É muito comum que os pacientes tenham algum achado em algum exame de imagem correspondente à hérnia de disco, mas não apresentem nenhum sintomas, e apenas o médico poderá indicar se aquele pessoa precisa de tratamento, e qual o melhor tipo de tratamento para cada caso.

Possíveis complicações da hérnia de disco

A hérnia de disco, por si só, é uma condição que pode ser muito dolorosa e incapacitante, principalmente em dias de crise. No entanto, é uma doença relativamente benigna, e que responde muito bem ao tratamento.

As complicações da hérnia de disco aparecem principalmente quando a condição não é tratada, e o disco pode continuar extravasando, se os mesmos padrões de lesão foram mantidos, gerando um comprometimento nervoso cada vez maior.

Em casos extremos, a hérnia de disco pode levar a paralisia total do corpo abaixo do nível da lesão, e nesses casos, uma cirurgia para correção da hérnia de disco é recomendada. Muito raramente a hérnia de disco gera consequências graves, como a paralisia, de forma permanente.

Mesmo sem precisar chegar a casos extremos, alguns sinais indicam possíveis complicações da hérnia de disco, e necessitam de atenção médica imediata. São eles:

·         Dificuldade de urinar ou de segurar a urina: se você perceber qualquer alteração para urinar, seja a incapacidade de esvaziar a bexiga mesmo quando ela está cheia, ou a incapacidade de segurar o xixi quando tem vontade de ir ao banheiro, você deve procurar um médico imediatamente, pois isso pode significar piora da hérnia de disco.

·         Dificuldade de evacuar ou de segurar as fezes: o mesmo vale para as fezes. Caso o controle esteja, por algum motivo, mais difícil, ou você perceba alguma alteração, também é necessário que procure um médico o mais rápido possível.

·         Piora dos sintomas: qualquer aumento súbito dos sintomas já conhecidos da hérnia de disco, como pior da dor, ou sensação de dormência abaixo do nível da hérnia de disco, ou fraqueza muscular, pode indicar pior da hérnia de disco. Procura um médico se os sintomas forem graves o suficiente para atrapalhá-lo nas suas atividades diárias.

·         Perda de sensibilidade: a perda de sensibilidade em qualquer região do corpo é um sinal de alarme de que os seus nervos não estão funcionando corretamente, e, no caso da hérnia de disco, pode significar uma piora da condição e maior compressão nervosa na coluna.

Como prevenir a hérnia de disco

Mesmo que você não tenha hérnia de disco, ou já possua hérnia de disco, porém está com um tratamento otimizado e não apresenta nenhum sintoma, existem formas de prevenir a hérnia de disco, ou mesmo prevenir a sua progressão ou piora, e o surgimento ou agravamento dos sintomas.

Simples atitudes como se exercitar regularmente, mantendo a musculatura do tronco forte o suficiente para segurar a estabilizar a coluna, auxiliam na prevenção da hérnia de disco ou do surgimento dos sintomas,

Outras medidas preventivas para a hérnia de disco incluem a manutenção de uma postura adequada ao longo do dia, o que reduz a sobrecarga na coluna e nos discos intervertebrais; e a manutenção do peso corporal dentro de faixas normais, o que também reduz o trabalho da coluna e a carga imposta nos discos, reduzindo a pressão sobre eles e reduzindo a chance do surgimento de uma hérnia de disco.

Outras dicas para a prevenção da hérnia de disco e dos seus sintomas são:

·         Cuidado ao realizar atividades corriqueiras como levantar pesos. A forma certa de levantar coisas pesadas do chão é flexionar os joelhos e usar a força das pernas para erguer o objeto, e nunca inclinar a coluna para frente, usando a força das costas. Caso você já possui hérnia de disco, ou uma coluna especialmente instável, com alterações na curvatura, considere usar uma cinta quando tiver que fazer atividade que requeiram levantamento de peso;

·         Se mantenha hidratado, beba bastante líquido ao longo do dia, especialmente quando for se exercitar. Isso faz com que as estruturas do seu corpo fiquem hidratadas também, e percam menos água, inclusive os discos intervertebrais. Discos hidratados são mais maleáveis e absorvem mais carga, enquanto discos ressecados são mais propensos a rupturas e herniações.

·         Procure um médico assim que perceber qualquer alteração na coluna, ou o surgimento de qualquer um dos sintomas mencionados na sessão “Sintomas da hérnia de disco”.

Tratamentos para a hérnia de disco

A hérnia de disco é uma condição que incomoda bastante, causa muita dor, atrapalha a execução de diversas tarefas, e afeta e muito a vida do indivíduo. Mas a boa notícia é que ela tem tratamento!

Os tratamentos disponíveis para a hérnia de disco são bem eficazes, e a maioria dos pacientes consegue passar a vida sem sintomas, realizando suas atividades de forma normal, se seguirem o tratamento de forma adequada.

Tratamento para a hérnia de disco é, principalmente, conservador. Em raros casos a cirurgia é indicada, e ela é reservada apenas para aqueles casos mais graves, em que já se tentou de tudo e nada funcionou.

O tratamento conservador demora de poucos dias a algumas semanas para fazer efeito e aliviar completamente os sintomas do paciente. Dentre os tratamentos mais indicados, estão:

·         Mudanças no estilo de vida e medidas caseiras:

Tudo o que foi falado na sessão sobre prevenção da hérnia de disco entra nessa categoria de mudança de estilo de vida, ou manutenção de um estilo de vida saudável. Esses hábitos incluem a prática regular de atividade física, manutenção do peso corpora, de uma dieta equilibrada, de uma hidratação adequada, entre outros.

A prática de exercícios é especialmente importante, pois é um tratamento fundamental para a hérnia de disco, principalmente aqueles que fortalecem a musculatura das costas. No caso de pacientes com hérnia de disco, um acompanhamento mais específico feito por um fisioterapeuta, principalmente nos momentos de crise, pode ser importante para uma melhora rápida dos sintomas.

Evite sempre o repouso absoluto. Muito cuidado deve ser tomado na hérnia de disco, pois não é todo o tipo de atividade nem de exercício que pode ser realizado, e muitos podem inclusive piorar o quadro. Mas ruim par ao paciente é também ficar de repouso, sem se movimentar, o que gera um ciclo de inatividade, espasmo muscular e rigidez articular, e dor, que é muito difícil de ser quebrado, e pode atrasar a reabilitação completa. Evite atividades que pioram a dor, mas se mantenha o mais ativo possível.

O uso de calor ou frio para auxiliar no alívio da dor é recomendado e muito eficaz. Nos primeiros dias, ou se existirem sinais de inflamação como pele vermelha, quente, inchada, e dor, use gelo no local. Após alguns dias, quando os sinais da inflamação já estão reduzidos, o calor é melhor para aliviar a dor, pois ele ainda auxiliar no relaxamento muscular, dando conforto além da redução da dor.

·         Tratamento medicamentoso:

o   Os medicamentos mais comumente indicados para o tratamento dad or na hérnia de disco são os analgésicos comuns que todos possuem em casa mesmo. Esses analgésicos funcionam muito bem para o alívio de dores leves à moderadas, porém, se a sua dor é mais intensa e não cede com o tratamento convencional, pode ser que algum outro tipo de medicação seja necessária.

o   Narcóticos: indicados apenas para dores muito fortes que não melhoram com analgésicos comuns, os narcóticos, como a codeína, servem para aliviar a dor e são utilizados sempre por um curto período de tempo. Eles só podem ser comprados com receita médica. Esses medicamentos são muito fortes e possuem diversos efeitos colaterais, por isso seu uso deve ser feito com cautela.

o   Anticonvulsivantes: alguns medicamentos que servem primariamente para o tratamento de convulsões podem ajudar no alívio da dor na hérnia de disco, pois eles ajudam na redução de dor causada por pinçamento nervoso.

o   Relaxantes musculares: caso a dor da hérnia de disco seja associada a dor por espasmos e contraturas musculares, resultados da própria dor, que gera imobilidade, ou postura inadequadas, relaxantes musculares podem ser prescritos, no intuito de auxiliar no controle da dor e reduzir o espasmo muscular.

o   Corticóides: os corticóides podem ser utilizados quando a dor está associada à uma resposta inflamatória exacerbada, como resposta à irritação causada pela compressão do nervo pelo disco. Quando os sinais inflamatórios, como dor e edema local, são muito intensos, o médico pode receitar corticóides orais, ou mesmo injeções locais desses medicamentos, como tentativa de reduzir a resposta inflamatória e, consequentemente, reduzir a dor causada por ela.

·         Fisioterapia:

Caso as medidas acima não resolvam a dor em algumas semanas, o médico pode sugerir um tratamento mais especializado com um fisioterapeuta.A fisioterapia tem por objetivo trabalhar alterações estruturais e mecânicas da coluna, e da musculatura adjacente, para inicialmente reduzir os sintomas e fazer com que o paciente retorne às suas atividades, e num segundo momento aumentar a estabilidade da coluna de forma que os sintomas não apareçam novamente.

O fisioterapeuta irá ensinar ao apciente quais sãos os exercícios melhores para o seu caso, o que ele pode e o que ele não pode fazer, quais são as modalidades que ele pode praticar, e como ele deve realizar as atividades do dia a dia de forma a permanecer sem dor.

O paciente com hérnia de disco não precisa fazer fisioterapia para sempre. Quando a sua musculatura estiver forte o suficiente, e ele estiver sem sintomas e totalmente educado a respeito de sua condição e dos exercícios que deve realizar, ele pode ter alta da fisioterapia e realizar exercícios de manutenção com o profissional de educação física.

A fisioterapia pode ainda utilizar de recursos físicos, como a aplicação de gelo, calor, ultrassom, TENS, e outros tipos de estimulação elétrica, para auxiliar no alívio imediato da dor nas fases mais intensas dos sintomas.

·         Tratamentos alternativos:

Algumas terapias alternativas, que vem ganhando cada vez mais espaço na nossa prática médica alopática, possuem eficácia comprovada no tratamento da hérnia de disco. Da mesma forma que as técnicas tradicionais, elas devem ser aplicadas apenas por profissionais especializados e possuem suas próprias indicações e contraindicações, não funcionando da mesma forma para todo mundo.

Dentre elas as terapias alternativas para o tratamento da hérnia de disco, encontram-se:

• Quiropraxia: a quiropraxia é um conjunto de técnicas que envolve a manipulação da coluna, através dos chamados trusts, que tem por objetivo colocar as estruturas no lugar e corrigir defeitos mecânicos e de posicionamento, que podem estar gerando a herniação do disco e a dor. Esse tipo de prática pode ser perigosa se realizada por profissional não gabarita, portanto, procure um quiroprata competente e reconhecido se optar por esse tipo de tratamento.

• Acupuntura: a acupuntura é uma técnica hoje bem difundida para o alívio da dor, relaxamento e equilíbrio de energias corporais, e pode ajudar no alívio dos sintomas da hérnia de disco.

• Massagem: as técnicas de massagem ajudam no aumento da circulação sanguínea, no relaxamento muscular, na redução do estresse, e no alívio da dor, sendo eficazes no tratamento da hérnia de disco.

• Yoga: yoga é uma atividade que mistura meditação e exercício físico, e reduz o estresse ao mesmo tempo que fortalece a musculatura, e melhora a postura, sendo um excelente aliado de pessoas com hérnia de disco.

·         Tratamento cirúrgico:

Uma pequena parte dos pacientes acaba precisando de cirurgia para correção de hérnia de disco, uma vez que os tratamentos conservadores são bastante eficazes para essa população.

A cirurgia só é indicada para casos mais graves, refratários a todo tipo de tratamento conservador, ou seja, é reservada como última opção terapêutica.

A retirada cirúrgica do disco é o procedimento mais comum para a correção da hérnia de disco, principalmente na coluna lombar.

Ele consiste na retirada do disco intervertebral herniado, e de todo e qualquer fragmento que possa estar pressionando tecido nervoso e causando sintomas. Em alguns casos, apenas a parte protusa do disco é removida, já em outros, o disco inteiro deve ser retirado.

Quando o disco inteiro é removido, em seu lugar é colocado um enxerto ósseo, e placas de metal são posicionadas para manter a coluna estável no lugar.

Após a cirurgia, o paciente necessitará de fisioterapia para reabilitação dos movimentos da coluna, e como seqüela existe limitação de movimentação naquele segmento da coluna, caso uma fixação com placa de metal tenha sido utilizada.

Com o avanço da tecnologia, novas técnicas cirúrgicas estão surgindo, inclusive a implantação de um disco artificial no lugar do disco rompido, porém, essas técnicas ainda são pouco utilizadas e sua eficácia pouco conhecida.

 

Pronto, agora você já sabe tudo de hérnia de disco. Dá pra ficar atento à qualquer sinal ou sintoma da condição, e da pra saber tudinho sobre como tratar caso você já possua o diagnóstico. O mais importante é que a pessoa com hérnia de disco pode ter uma vida normal, e totalmente livre de dor.

Ficou com alguma dúvida? Comente abaixo que responderemos para você!