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Bursite no quadril: saiba tudo sobre

Você já ouviu falar em bursite no quadril? Este incômodo afeta uma parte da população brasileira e pode ser tratada com a prática regular de pilates. Confira o nosso guia completo sobre a bursite no quadril, seus sintomas, causas e tratamento.

Anatomia do quadril

Antes de explicar o que é a bursite no quadril é necessário entender um pouco melhor como funciona a anatomia desta área.

Em torno das articulação e superfícies ósseas, existem algumas estruturas que parecem pequenas bolsas de tecido conjuntivo que são levemente cheias de líquido (sinovial), chamadas bursas ou bolsas sinoviais.

Essas bursas estão localizadas entre músculos, tendões e ossos, ou seja, em regiões em que ocorre atrito entre as estruturas. As bolsas funcionam como “almofadas”, ajudando no amortecimento do impacto e no deslizamento de uma estrutura sobre a outra.

Existem centenas de bursas espalhadas pelo nosso corpo. Só na região do quadril, nós possuímos de 14 a 21 dessas estruturas, sendo que quatro delas (ou mais) estão situadas em torno do trocânter maior do fêmur.

Quando essas bursas sinoviais passam por processo inflamatório, ela recebe o nome de bursite, sendo que o principal sintoma da condição é a dor no local em que a bolsa sinovial está inflamada.

O que é bursite no quadril?

Como explicamos no tópico anterior, a bursite no quadril é um processo inflamatório em uma ou mais bursas situadas em torno da articulação do quadril.

Nesta região, as bolsas sinoviais mais afetadas são aquelas situadas ao redor do trocânter maior do fêmur. Quando ela está nesta localização, o tero empregado é o de bursite trocantérica.

Como surge a bursite no quadril?

É bastante comum que as pessoas acabem desenvolvendo a bursite no quadril causados por microtraumas repetidos na área. Contudo, esta não é a única forma em que a condição surge.

O quadril usa grandes grupos de suporte do corpo, como os glúteos e o core. Com isso em mente e levando em consideração o quanto está área é ligada com outros grupos musculares, já dá para imaginar que um grande número de fatores possam levar ao surgimento da patologia. Entre os principais motivos para o surgimento da bursite no quadril, estão:

  • Movimentos repetitivos aliados à desequilíbrios musculares;
  • Fraqueza em qualquer parte do glúteo;
  • Trauma direto na região do quadril;
  • Discrepância de membros inferiores;
  • Encurtamento do músculo na coxa;
  • Doenças degenerativas no quadril, como a artrite e a osteoartrite;
  • Fibromialgia;
  • Obesidade.

Vale ressaltar que nenhum destes fatores indicam que você vai desenvolver bursite no quadril ou então que é a causa da condição. Contudo, eles podem ser um indício de que o cuidado precisa ser redobrado.

Quais são as causas para a bursite no quadril?

A causa mais frequente à bursite no quadril é o microtrauma na região trocantérica. Ele acontece, principalmente, por conta do atrito por movimentos repetitivos e excesso de carga. Lembrando que pessoas que sofrem de fraqueza mulher, precisam levar em consideração que atividades leves, como uma simples caminhada, podem ser o suficiente para desencadear traumas e dores.

A patologia também pode ser causada por conta de um trauma direto, como após uma queda sobre a lateral do quadril e também por fatores que geram sobrecarga mecânica direta sobre a região. Temos como exemplo: uma perna mais curta que a outra, quadril largo e encurtamento do tecido fibroso na lateral da área.

Outros fatores de risco são associados a esta condição, como: doenças na coluna lombar, nas articulações e tornozelo, artrite reumatoide, artrose de joelho e cirurgias anteriores no quadril.

Sinais e sintomas da bursite no quadril

A bursite no quadril apresenta sintomas bastante característicos. Vamos conhecê-los?

  • Dor localizada na região lateral do quadril;
  • Dor no quadril que piora após muito tempo de pé, longos períodos caminhando ou ao subir e descer escadas;
  • Dores após passar um certo tempo deitado ou na posição de lado;
  • As dores podem vir acompanhadas de uma sensação de queimação;
  • Falta de mobilidade na região;
  • Rigidez nas articulações do quadril;
  • Hipersensibilidade ao tocar ou apoiar a área afetada;
  • Inchaço – por conta à maior produção de líquido no local.

No começo do processo inflamatório, estas queixas não são incapacitantes. Porém, ao longo do tempo, o avanço da condição e a ausência de tratamento adequado faz com que a pessoa passe a apresentar dores mais intensas e espalhadas, podendo irradiar também para a lateral da coxa.

A patologia piora no período noturno, fazendo com que o indivíduo acorde diversas vezes à noite por conta da dor lateral. Quando não trata, a bursite no quadril se torna crônica e o comprometimento das estruturas passa a ficar mais grave e com o tratamento mais difícil.

Diagnóstico e exames para a bursite no quadril

Apesar do médico conseguir identificar a bursite no quadril por meio de avaliação física. Ele também pode solicitar exames de imagem para complementar ou confirmar o diagnóstico.

Na parte física, o ortopedista ou fisioterapeuta consegue avaliar a sensibilidade na região afetada, podendo realizar testes de força dos músculos relacionados com a área. Quando inflamado, o paciente costuma sentir bastante dor durante a execução dos movimentos praticados na avaliação.

Os exames de imagem mais solicitados são: raio X do quadril e RNM (Ressonância Nuclear Magnética). Enquanto o primeiro é usado para verificar outras lesões, como fraturas ou calcificações locais, o segundo serve para conhecer o local exato inflamado, complementar o diagnóstico e guiar o tratamento.

Qual é o grupo de risco para a bursite no quadril?

Já mencionamos em outro tópico que existem alguns fatores que aumentam as chances de desenvolver a bursite no quadril. Entre eles, temos as pessoas que sofrem com uma perna mais curta que a outra, pacientes com a pelve mais larga e prática de atividade física em planos mais inclinados. Entre outros fatores de risco que têm sido associados com o desenvolvimento da condição, temos:

  • Lesão por estresse repetitivo. Por exemplo, pessoas que praticam corridas, ficam de pé por muito tempo, andam de bicicleta diariamente e por aí vai.
  • Lesão no quadril após uma queda ou batida.
  • Doenças da coluna, como escoliose, artrite da coluna lombar e outros.
  • Desigualdade nos membros inferiores. Quando uma perna tem mais que 2cm de diferença com a outra, afeta a maneira de andar, podendo levar à irritação de uma das bursas no quadril.
  • Quem possui artrite reumatoide. Esta doença torna a bursa mais propensa a inflamar.

Por isso o diagnóstico é tão importante. Quando o médico consegue estabelecer a causa do quadro, ele elabora o melhor plano de tratamento e evita que a inflamação se torne crônica.

Tratamento para a bursite no quadril

Assim como no tratamento de outras lesões, a intervenção cirúrgica na bursite do quadril só é aplicada em último caso. Em geral, os médicos indicam que o paciente comece a tratar a patologia com medicamento anti-inflamatórios associados à prática de fisioterapia e pilates.

Estas duas atividades apresentam resultados extremamente satisfatórios na cura da condição, aliviando a dor e reduzindo o processo de inflamação.

Em casos mais graves, em que o tratamento mais conservador já foi aplicado e não apresentou melhora, pode ser recomendado o procedimento de infiltração.

Tratamento com infiltração

A infiltração é feita com uma injeção de corticóide e em alguns casos, com anestésico local para aliviar as dores e sintomas. Simples e eficaz, este tratamento pode ser feito no consultório do médico ou em centros cirúrgicos.

Importante ressaltar que esta opção pode oferecer uma solução permanente ao aplicar o medicamento direto na inflamação. Contudo, é importante que o paciente faça exercícios como pilates ou fisioterapia para a lesão não voltar.

Se o incômodo e a inflamação retornarem, outra injeção pode ser necessária. Este tipo de remédio precisa ser aplicado com bastante cautela e período limitados. Isso significa que a infiltração não é um tratamento contínuo. Se a condição não melhorar, é necessário buscar outras alternativas.

Tratamento cirúrgico para a bursite no quadril

Em situações extremas, a intervenção cirúrgica pode ser necessária. O procedimento consiste na retirada da bursa inflamada e na liberação dos tecidos que causam pressão nestas bolsas.

Após a cirurgia, o pilates tem um importante papel na recuperação, aliviando a dor, recuperando a amplitude do movimento e evitando que a articulação crie rigidez.

Tratamento conservador para bursite no quadril

Neste tipo de tratamento, são usados métodos para aliviar a dor do paciente, reduzir a inflamação e fortalecer as musculaturas relacionadas ao quadril. Sendo que o fim do incômodo é o primeiro a ser tratado.

O alívio da dor é o primeiro fator a ser levado em conta por um motivo, ele é incapacitante no dia a dia. Ou seja, o paciente não consegue dormir direito, andar normalmente e sente dificuldade em até mesmo subir e descer escadas.

Além disso, o incômodo também limita os movimentos e, portanto, o tratamento na fisioterapia ou pilates. A matemática é simples, enquanto o paciente sentir dor, ele não vai conseguir realizar alguns exercícios. Como podemos diminuir o problema? Além dos medicamentos (que só podem ser usados sob prescrição médica), pode-se apostar em compressas de calor, frio e mobilizações.

A limitação dos movimentos por conta da dor é uma das razões pela qual é tão importante ter uma avaliação física antes de começar a prática do pilates. Desta forma, o profissional consegue pensar em um treino exclusivo para as suas restrições e objetivos. No Instituto Pilates esta atitude é obrigatória para todos os novos pacientes.

Tratamento caseiro para a bursite no quadril

Aliado ao tratamento com fisioterapia e pilates, o paciente também pode tratar a patologia, e principalmente aliviar a dor, com alguns métodos caseiros. Vamos conhecer alguns?

1. Aplicação de gelo no local inflamado

Aplique um pacote ou bolsa de gelo (evite as bolsas de gel, pois elas não têm o mesmo efeito) diretamente sobre a região dolorida, com o mínimo de interface possível entre a pele e a bolsa de gelo, por cerca de 30 minutos. Repita o procedimento, em média, três vezes ao dia, com intervalo de pelo menos duas horas entre as aplicações.

2. Alongamentos

Embora o instinto seja proteger a articulação mantendo o quadril imóvel, ficar parado por muito tempo pode retardar a sua recuperação. Óbvio que isso não significa que você deve praticar uma atividade de alto impacto, mas alguns movimentos devem ser incluídos no seu dia a dia.

Converse com o seu fisioterapeuta e peça para ele passar uma lista com alongamentos que melhorem a amplitude da articulação afetada e de todo o corpo. Isso aumenta o fluxo sanguíneo na região e acelera o processo de recuperação, além de evitar que ela apareça novamente.

3. Dieta anti-inflamatória

Priorize por alimentos que combatem e reduzem a inflamação em nosso organismo, como peixes e nozes. Ricos em ômega 3 e ácidos graxos, que possuem efeito anti-inflamatório e aumentam a lubrificação das articulações, estes ingredientes devem fazer parte da sua rotina alimentar.

4. Óleos

Aplicação de algumas ervas, como o óleo de rícino, também são uma boa pedida para aliviar a dor da bursite no quadril. Coloque de 5 a 10 mL do óleo em um pano e o aplique sobre a área afetada. Envolva o pano no corpo com filme plástico e apoie no envoltório toalhas quentes. Faça o procedimento por 30 a 45 minutos três vezes ao dia.

Como tratar a bursite no quadril com Fisioterapia e Pilates?

No começo do tratamento para a bursite no quadril é extremamente normal que você sinta dor. Sendo assim, toda a primeira fase das sessões na fisioterapia e pilates são focadas em acabar com este incômodo. É bastante provável que enquanto você trabalhe com os movimentos nas aulas, também tenha que tomar medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. Lembrando mais uma vez que o uso de remédios deve ser prescrito pelo médico responsável pelo seu caso.

Ao tempo em que a dor vai reduzindo, começam a ser introduzidas nas sessões os exercícios de fortalecimento muscular para reduzir a inflamação e impedir que ela volte. Num primeiro momento, é comum que você sinta dificuldade em realizar movimentos de apoio lateral. Sempre que sentir incômodo durante o treino, avise o profissional que está o acompanhando.

Depois de um tempo de tratamento, podem ser incluídos movimentos funcionais que sejam transferíveis para o que você fazia rotineiramente. Estes exercícios ajudam você a retomar suas atividades habituais, inclusive modalidades esportivas, sem medo de dor ou limitação.

Exercícios de pilates e fisioterapia no tratamento da bursite no quadril

Como já repetimos ao longo do texto, o pilates pode ser usado para tratar a bursite no quadril. Os exercícios praticados nesta modalidade podem ser separados por fases no tratamento, como:

  • Fase aguda: o aluno sente dor aguda neste nível, limitando muito os seus movimentos e atividades do dia a dia.
  • Fase intermediária: já houve uma redução da dor por conta dos exercícios praticados no pilates e medicamento aplicados.
  • Fase final: aqui já é possível eliminar a preocupação com dor e começar a trabalhar com movimentos integrados que garantam maior estabilidade e mobilidade à articulação do quadril. Talvez, já possa começar a incluir apoios laterais nas aulas.

Tipos de exercícios para cada fase

Na fase aguda, aquela em que a dor é bastante forte e incapacitaste, a recomendação é focar mais em movimentos isolados que ajudem a liberar a tensão da cadeia posterior da coxa. O ideal é que o professor opte por exercícios que exijam muito pouca movimentação do quadril e ajudam a alinhas ar articulações de membros inferiores. Se por um acaso for constatado que você sofre com algum desvio, falta ou excesso de mobilidade no tornozelo ou joelhos, é possível utilizar este momento para corrigir.

Outros movimentos recomendados para esta primeira fase são os de fortalecimento e alongamento das musculaturas do core. Como esta região possui ligação direta nas musculaturas e movimentos do quadril, pode ser que ela esteja um pouco tensa ou fraca. Por isso, é fundamental trabalhar nesta área para que você tenha uma boa estrutura e alivie a sua dor.

Chegando à fase intermediária, você já deve sentir uma redução significativa na dor e está pronto para começar a praticar alguns exercícios mais avançados. Neste momento, o professor já pode introduzir alguns movimentos de mobilidade de quadril que são essenciais no tratamento da patologia.

Por exemplo, um treino bastante comum para tratar a bursite no quadril (e conhecido de muita gente) é a ponte a as suas variações. Ele é ótimo para combinar o fortalecimento do glúteo com a mobilidade do quadril. O profissional que acompanha a sua sessão só precisa ficar bastante atento para que você execute o movimento com perfeição e não sofre com possíveis desalinhamentos de membros inferiores durante o exercício.

Por fim, você chegou à última fase. Livre da dor e do grande desconforto inicial, já é possível começar a trabalhar um pouco mais a movimentação do quadril. É importante fazer exercícios integrados para que você tenha mais confiança e segurança nas atividades diárias. O ideal é que seu professor faça um treino que combine movimentos de mobilidade e estabilidade dos membros inferiores, fortalecimento das musculaturas de base, e obviamente, mobilidade no quadril.

Sabe um exercício bastante conhecido nas academias de musculação que pode ser aplicado nesta fase? O agachamento e todas as suas variações. Afinal, este movimento reúne todas aquelas condições que listamos como necessárias. Pode até parecer um pouco avançado para quem acabou de se livrar das dores causadas pela bursite no quadril, por isso é fundamental que o profissional que lhe acompanha verifique se você está realizando o exercício na posição correta.

Cuidados a serem tomados por quem sofre com bursite no quadril

Quem sofre com a bursite no quadril precisa evitar algumas posições durante os exercícios para não piorar a condição e causar dor. Confira agora alguns cuidados que você precisa ter se possui a patologia.

1. Evite os apoios laterais sobre o quadril

Muitos dos exercícios de pilates são feitas na posição lateral. Estes movimentos são de grande importância para corrigir a má postura, promover uma boa consciência do controle do “Power House”. Porém, quem sofre com a bursite no quadril sente muita dor nesta posição. Então, o ideal é que o professor adapte o exercício para o paciente que tem a patologia.

Outro momento em que esta postura é muito adotada é na hora de dormir. Peça ao seu fisioterapeuta algumas dicas de posições para deitar na cama sem sentir dor.

2. Corrija a má postura

Algumas condições no quadril são oriundas de desvios posturais na coluna vertebral e/ou desequilíbrios nos membros inferiores. Por isso, não basta tratar apenas a inflamação nas bolsas sinoviais, é necessário cuidar da sua postura. O pilates, novamente, é um excelente aliado para este objetivo.

3. Cuidado com algumas atividades

É importante observar as limitações de amplitude do movimento do seu quadril. Evite os exercícios que exijam grandes amplitudes, sempre tendo em mente que ao não ser capaz de executar o movimento, o indivíduo compensa usando outras musculaturas, a fim de completar a atividade proposta. Isso significa que ao forçar um exercício, você pode causar novas lesões ou agravar a já existente.

Conclusão

Você sente dores constantes no seu quadril? O incômodo piora ao deitar de lado, caminhar ou subir e descer escadas? Se você respondeu sim para algumas destas perguntas, é fundamental procurar ajuda médica porque pode ser que você esteja sofrendo com a bursite no quadril.

Quando não tratada, a patologia piora cada vez mais, podendo até precisar de uma intervenção cirúrgica para corrigir o problema. A boa notícia é que seguindo todas as recomendações médicas e fazendo o tratamento com pilates de forma adequada, a bursite no quadril pode ser curada.

Na hora de escolher um local para praticar pilates e tratar a condição, procure por escolas especializadas no assunto, como é o Instituto Pilates. Aqui, todos os alunos passam por uma avaliação física prévia para saber quais são os seus objetivos, capacidade e limitações. Desta forma, o professor consegue montar um treino individual e exclusivo para reduzir a sua dor, tratar a inflamação e impedir que a lesão volte a acontecer. Confira as nossas unidades, escolha aquela mais perto de você e venha conhecer mais sobre o nosso método de trabalho.

Gostou do nosso guia sobre o bursite no quadril? Conheça outros traumas que podem ser tratados com o pilates e muitas outras dicas de saúde em nosso blog.